A famosa barriguinha

Por Roseli Rossi  

Os perigos da gordura abdominal

A gordura abdominal é um dos principais riscos a nossa saúde. É conhecida também como gordura visceral por se encontrar próxima dos principais órgãos do corpo (fígado, intestino, rins e pâncreas) e pode ser responsável pelo aparecimento das doenças como diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, entre outras.

CAUSA DIABETES

As células de gordura que se estocam na região abdominal costumam ser bem ativas. Nessa região elas fabricam substâncias que desequilibram nosso organismo e podem até migrar para outros lugares, um deles, o fígado. Ali, está por trás das alterações que deixam essa glândula confusa, produzindo a glicose em excesso. Neste cenário, o pâncreas (com a insulina) tenta incansavelmente colocar todas essa produção de glicose para dentro das células. Mas toda essa gordura armazenada na região abdominal libera também ácidos graxos, que impedem a ação correta da insulina (resistência insulínica). Assim, como esta não consegue cumprir sua missão corretamente, o açúcar sobra no sangue gerando, então, a diabetes tipo 2.

HIPERTENSÃO

Quando há tanta glicose na corrente sanguínea, o que gera a gordura abdominal, o organismo aumenta cada vez mais a produção de insulina na tentativa de resgatar esta glicose e levá-la ao interior das células. Este trabalho nosso corpo faz até não dar mais conta, e para este trabalho ocorrer deve haver a contração dos vasos sanguíneos para que circule as substâncias necessárias. E, devido à esta contração freqüente, a pressão se eleva.

AUMENTA O RISCO DE INFARTO E DERRAME

O tecido adiposo localizado na região abdominal contém células que produzem substâncias inflamatórias que acabam causando doenças cardiovasculares.

Indivíduos que possuem maior concentração de gordura nesta região tendem a ter mais gordura na circulação, ou melhor, células de gorduras que contém as temíveis moléculas do colesterol LDL (o colesterol “ruim”). Assim, facilmente elas podem se alojar nos vasos sanguíneos, oxidando e acarretando um processo inflamatório. Em meio à esses alojamentos de placas de gorduras nos vasos ocorre o fechamento da passagem de sangue, o que, inevitavelmente, causa os infartos e derrames.

INDICA A OBESIDADE

Claro que não é ter apenas uma barriguinha que poderá considerar um indivíduo obeso. Mas diante de todas as evidências científicas, sabe-se que a concentração de gordura na região abdominal, é hoje um excelente indicador de sobrepeso e obesidade, chamada de “obesidade visceral ou abdominal”. Assim, prevenir este acúmulo de gordura nesta região, principalmente, pode não só diminuir o risco da obesidade, como também de suas comorbidades, descritas anteriormente e evitar a temida “SINDROME METABÓLICA”.

A mudança de estilo de vida, incluindo a prática de hábitos alimentares saudáveis, prática regular de exercícios físicos, assim como a avaliação freqüente de exames laboratoriais e da composição corporal segmentada pode alertar e orientar quais medidas necessárias para prevenir estas doenças e promover a saúde.

DICAS NUTRICIONAIS

Um dos principais motivos que aumentam os níveis de gordura na região abdominal, além de fatores genéticos, é a alimentação rica em carboidratos simples, ou seja, rica em açúcares.

Isto porque a ingestão do açúcar estimula a produção da insulina para poder captar a glicose proveniente da mesma para dentro das células e não ficar circulante no sangue. Este trabalho se torna exaustivo quando o consumo de açúcar simples for constante e em grande quantidade, causando o que se chama de resistência periférica à insulina, ou seja, o pâncreas (responsável por liberar a insulina) chega à um desgaste tão grande que começa a trabalhar de forma muito lenta, não conseguindo mais captar a glicose da corrente sanguínea e deixando-a livre até que, caso o indivíduo ainda seja sedentário não utilizando esta energia para a atividade física, se instale na forma de gordura no tecido adiposo.

Assim, como evitar o consumo do açúcar no dia-a-dia?

Uma substituição que faz toda a diferença é o tipo do carboidrato ingerido. A melhor opção é consumir o carboidrato complexo , pois este por conter mais fibras faz com que a glicose ingerida seja metabolizada de forma mais lenta e não causando grande impacto na corrente sanguínea causando o descontrole no funcionamento do órgão responsável por regular as taxas de glicose no sangue.

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”

Ele não é um vilão!

Por Roseli Rossi  

O ovo é um alimento muito rico nutricionalmente com 13 vitaminas e minerais essenciais, proteínas de alto valor biológico, ácidos graxos insaturadas (saudáveis) e antioxidantes (zeaxantina e luteína). A clara de ovo possui albumina, um aminoácido extremamente importante parar a manutenção do tecido muscular. A gema do ovo é rica em ferro e também tem altas doses de colina que ajuda a proteger o cérebro e a memória além de contribuir para o desenvolvimento fetal, além de possuir o ácido fólico e vitamina B6, capaz de diminuir os níveis de homocisteína no sangue, substância nociva ao coração.

De acordo com os estudos mais recentes, realizados pela Universidade de Harvard, concluiu-se que o consumo diário de um ovo não implicou no aumento de doenças cardiovasculares. Sendo assim, consumir um ovo ao dia pode trazer benefícios como:

  • evitar a degeneração macular;
  •  anemia;
  •  câncer de mama,;
  • protege o cérebro e memória, entre outras.

É lógico que nunca frito. Porém para as pessoas que já tenham sofrido enfarto e diabéticos ainda vale a recomendação de três unidades de ovos por semana.

O ovo cru possui em média 213mg de colesterol por unidade, que segundo os estudos mais recentes um ao dia, não implicaria em prejuízo à saúde, mas em benefícios devido a riqueza de nutrientes que o compõem. Porém o consumo exagerado pode sim influenciar nos níveis de colesterol do organismo oferecendo maiores riscos à saúde. Mas isso pode ocorrer também com o consumo exagerado de carboidratos simples, carnes gordas, frituras, doces e embutidos.

Os ovos oferecem maior sensação de saciedade por ser um alimento fonte de proteína de alto valor biológico (contém todos os aminoácidos essenciais).

  • Clara de ovo: rica em albumina, um aminoácido extremamente importante parar a manutenção do tecido muscular.
  • Gema do ovo: rica em ferro e também de altas doses de colina que ajuda a proteger o cérebro e a memória além de contribuir para o desenvolvimento fetal. A gema também possui o ácido fólico e vitamina B6, capaz de diminuir os níveis de homocisteína no sangue, que esta sim pode fazer mal ao coração.

A clara pode ser utilizada para dar maciez, volume e leveza às receitas quando batidas em neve. Quando ao natural pode dar maior consistência às preparações como pudim, mousse, tortas. E o melhor é que é riquíssima em proteína e livre de gorduras!

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”

Como aumentar o benefício das sementes

As sementes e os frutos secos – nozes, castanhas, pinhões, amêndoas e outros semelhantes – são ricos em nutrientes, gorduras saudáveis e fibra e têm muita importância na dieta alimentar que escolhemos. Mas, se você as consome, seria bom que soubessem como aumentar seus benefícios à saúde.

Como assim ??

Normalmente a gente consome sementes como nozes e amêndoas, tostadas, em açúcar ou sal, ou misturadas com outros alimentos, mas, saiba que o processo de tostar – levar ao forno – lhes retira uma grande parte dos seus óleos naturais, que são uma de suas maiores riquezas.

Para evitar esta perda talvez você possa começar a consumi-las cruas, ou tostar em casa (forno baixo – 50graus), com um óleo de boa qualidade (azeite de oliva extra virgem e consumidas de imediato ou armazenar em pote de vidro bem fechado em lugar fresco e sem luminosidade).

Para tirar o maior proveito da riqueza nutricional das sementes de oleaginosas o indicado é você colocá-las, cruas, de molho em água, por várias horas (ou toda a noite, para usá-las no dia seguinte).

O fato de se colocar as sementes de oleaginosas de molho durante horas vai reduzir seu conteúdo em ácido fítico, que é a forma em que essas plantas armazenam o elemento fósforo.

Quando há muito ácido fítico no alimento – caso das sementes oleaginosas, grãos e leguminosas em geral – o fósforo, nessa forma, sequestra outros elementos que são importantes para a nossa nutrição e estes – ferro, zinco, cálcio, magnésio, manganês – ficam indisponíveis para a absorção pela mucosa intestinal e, portanto, indisponíveis para nosso uso.

A carência desses elementos sequestrados resulta em problemas de desnutrição acentuada apesar da ingestão de quantidades adequadas do alimento e, consequentemente, em problemas de saúde como, por exemplo, a osteoporose (quando há carência de magnésio e cálcio).

Claro que se você só consome um ou outro punhado de amêndoas, ou nozes, como aperitivo (e é uma delícia!), a quantidade de ácido fítico que entrará no seu sistema não será significativa, mas, se você come das oleaginosas diariamente, então já poderá se tornar um problema.

Todo o problema decorre de que nosso organismo não sintetiza a enzima fitase, que rompe o ácido fítico e que é sintetizada por alguns animais, mas, podemos conseguir enzimas suficientes pela ativação dos frutos secos pelo molho prolongado, a germinação ou a fermentação, que são processos naturais.

Os frutos secos – nozes, amêndoas, castanhas e seus similares – contêm inibidores enzimáticos que são produzidos naturalmente e que previnem a germinação prematura destas sementes. Então, todo o processo é para quebrar esse circuito de inibição da germinação.

Essas sementes possuem tais inibidores enzimáticos pela necessidade que a planta tem de esperar melhores condições de germinação para que se possa reproduzir – isso tem a ver com calor e umidade ambientais – mas, esse é um processo que não é benéfico quando nos alimentamos delas.

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”

 

Pão de gergelim com Chia 

 

Pão de gergelim com Chia 

Para quem adora um pãozinho, mas não quer ou não pode consumir glúten, este é uma das opções muito boa! saudável, fácil e gostoso. Dá para congelar e comer quando der vontade. Experimente !!

Rendimento: 4 Porções

Modo de Preparo: Em uma tigela misture a farinha de aveia, o polvilho, a chia, azeite, orégano, fermento e o sal. Junte a água morna aos poucos e vá mexendo até formar uma massa mole. Se necessário adicione aos poucos mais água morna. Distribua a massa em forma de bolo inglês  e leve ao forno médio por uns 15 a 20 minutos até dourar. Sirva a seguir.

Obs: utilize temperos a gosto como pimenta, açafrão, alecrim, salsinha…

Ingredientes

4 col. de sopa de farinha de aveia

4 col. de sopa de Polvilho Doce

2 col. de sopa de chia

1 col. de sopa de Fermento químico (pó)

1 col. de sopa de Orégano (seco)

100 ml de Água

2 col. de sobremesa de azeite de oliva (extra virgem)

1 col. de Sal Rosa do Himaláia

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”

Hidratação e saúde

Por Roseli Rossi 

A água representa em média cerca de 60% do corpo humano, sendo que o músculo é constituído de 70% e o tecido adiposo de apenas 20 a 30%, por isso quanto maior a quantidade de massa magra maior o volume de água corporal no organismo.

Ela também está presente de maneira essencial no sangue, na linfa, em secreções e em todas as células do corpo. É o veículo de transporte de nutrientes para as células e de eliminação de substâncias que o organismo não utilizará. Além disso, é responsável por regular a temperatura corporal, contribuir para o bom funcionamento renal e intestinal (evita cálculos renais e constipação) e diminuir o atrito das articulações.

Além disso, a água também interfere em outros mecanismos muito importantes, pois é responsável pelo transporte de oxigênio para os músculos através dos glóbulos vermelhos do sangue, por eliminar o dióxido de carbono pela respiração e regular a pressão arterial para o bom funcionamento do coração e da circulação.

Em pessoas saudáveis a ingestão de água é controlada fisiologicamente pela sensação de sede, porém não é correto beber água somente quando isso ocorre, já que é um sinal indicador de desidratação.  A ingestão adequada de água é essencial para a manutenção da saúde, sendo que a recomendação diária para um adulto é de 2,0 a 2,5 litros por dia. Durante a lactação a necessidade aumenta de 600 a 700ml/dia, devido a produção de leite.

Beautiful young girl drinks water from glass isolated on white

A necessidade de beber água constantemente acontece porque o corpo humano não consegue elimina também continuamente através da evaporação pelo suor (pele), pela respiração (pulmões), nas fezes (intestino) e na urina (rins).

Durante a prática de atividade física o corpo humano perde mais líquido através do suor, afinal é a maneira que ele encontra para manter a temperatura adequada (37 graus). Por isso, durante os exercícios físicos intenso, é importante fazer uma hidratação adequada, que deve ser considerada individualmente, dependendo da quantidade eliminada.

O suor é composto por água (em 99%), alguns nutrientes, principalmente sódio e cloro, e, em quantidades muito pequenas, potássio, magnésio, cálcio, ferro, cobre e zinco.

Para quem pratica atividade física, além da água é importante também repor estes minerais, sendo assim as bebidas isotônicas são bem indicadas, pois facilitam a transferência de fluidos e nutrientes para o sangue, garantindo uma melhor hidratação e reposição de carboidratos e sais minerais perdidos pela sudorese e melhorando a energia e a performance durante o treino.

CAUSAS DA DESIDRATAÇÃO

  • Sua pele resseca – As rugas se acentuam e aparecem cravos e espinhas, já que as toxinas do organismo não são eliminadas adequadamente.
  • Seu intestino faz greve – As fezes ficam mais secas e endurecidas, dificultando sua eliminação.
  • Você fica tonto e desmaia – A pressão cai em decorrência da redução do volume de sangue em circulação.
  • Sua boca seca – As mucosas, de modo geral, tornam-se secas e mais frágeis. Ocorrem sangramentos no nariz e os olhos ficam vermelhos. A produção de saliva também diminui.
  • Pedras se formam nos seus rins – Não se pode afirmar que o surgimento de pedras nos rins ocorra exclusivamente porque se bebe pouco líquido. Deve-se levar em conta a predisposição genética e a alimentação. Mas é fato que, para prevenir crises renais, beber bastante água é fundamental.
  • Seu corpo todo dói – Desidratado, o organismo não aproveita bem as vitaminas e os sais minerais. Eles se acumulam em algumas partes do corpo e outras ficam deficientes, o que causa cãibras e perda da força muscular.

QUANTO BEBER, AFINAL?

glass with health

25 a 30 ml/ Kg de peso corporal.

Aumentar em casos de dispêndio maior, como: verão, maior transpiração e diarreias e vômitos.

SEDE DO QUE?

O ideal é que seja água mineral pura, mas para quem não tem este hábito e quer melhorar pode ser feita águas aromatizadas. Pode-se colocar na água, gotas de limão, laranja, hortelã, gengibre, capim cidreira. Também podem ser feitas infusões, muito embora deva ser tomado no máximo 2 a 3 xícaras de chás ao dia e o restante completando com água pura.

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”

Como reduzir o risco de câncer

Substâncias presentes em frutas e legumes comuns protegem o corpo contra a doença

A importância dos hábitos alimentares em doenças como o câncer tem ficado cada vez mais evidente em pesquisas recentes. Dentre os fatores que podemos controlar, a nutrição adequada é uma das principais formas com que se pode reduzir o risco de determinados tipo de câncer.

Existem alimentos específicos que possuem nutrientes diretamente associados não só à prevenção do câncer, mas ao combate da doença mesmo depois do diagnóstico. Conheça quais são e escolha quais incluir na dieta com mais frequência.

Castanha-do-pará


A castanha-do-pará é uma das maiores fontes conhecidas de selênio. Este mineral é necessário para manter a função da tiroide e das enzimas do fígado, além de combater radicais livres que podem causar o câncer.

Uma pesquisa feita na Nova Zelândia mostrou que apenas uma castanha-do-pará por dia já é suficiente para manter o nível recomendado de selênio, que não é comumente encontrado nos alimentos, e que a castanha é mais eficiente nesta reposição do que o próprio suplemento isolado.

O equilíbrio, como na maioria dos alimentos desta lista, é essencial para evitar o acúmulo excessivo do mineral nos tecidos do corpo.

Goiaba


A goiaba vermelha é rica em substâncias que têm se mostrado benéficas contra o câncer, os carotenoides. Presentes em quase todos os legumes e frutas amarelos, laranjas e vermelhos, pesquisas mostram que esses nutrientes ajudam na prevenção do câncer de pele, mama e de próstata. A concentração de um nutriente deste grupo, o licopeno, é especialmente alta em goiabas.

Os cientistas acreditam, porém, que não são os carotenoides isolados que protegem contra o câncer, e sim uma sinergia dessas substâncias com os demais nutrientes presentes nos legumes. Incluir porções desse tipo de alimento, portanto, é mais eficiente do que utilizar suplementos.

A vitamina C também é geralmente associada ao fortalecimento imunológico e estudos mostram que a substância é capaz de combater ativamente o câncer. Essa substância é muitas vezes associada diretamente à laranja. Mas, enquanto 100 gramas de laranja tem em média 60 mg de vitamina C, a mesma quantidade de goiaba pode chegar a 330 mg.

 

Espinafre
O espinafre é rico em diversas substâncias associadas ao combate e prevenção do câncer, como os carotenoides, o ácido fólico e a vitamina E.

O ácido fólico é importante para a reprodução das hemácias, as células vermelhas do sangue, além de ajudar na manutenção de células novas e prevenir alterações no DNA, que podem levar ao câncer.

A vitamina E também é associada com a diminuição do ritmo de crescimento de tumores, além de fortalecer o sistema imunológico. Além do câncer, a substância é utilizada de forma complementar a tratamentos de doenças cardíacas, hipertensão, úlceras e alergias.

Alho
O alho possui propriedades que ajudam o corpo a combater diversos tipos de doenças, com efeitos antibacterianos, antifúngicos e antiinflamatórios.

Além de vitamina C e selênio, o alho possui manganês e vitamina B6, que têm efeito antioxidante.

O relatório de saúde feminina do estado de Iowa, nos Estados Unidos, relacionou o consumo frequente de alho a um risco 50% menor de câncer de cólon. Outro estudo, na China, mostrou que o consumo de alho e alimentos da mesma família reduziu os riscos de câncer de esôfago e estômago.

Uva


A casca da uva, assim como de outras frutas na cor roxo e vermelho-escuro, é rica em resveratrol, substância que é capaz de inibir a formação de tumores no fígado, estômago, mamas e no sistema linfático.

Em casos de câncer, o resveratrol diminui o crescimento do tumor e é até capaz de matar células cancerosas por si só.

Cientistas brasileiros demonstraram que a associação entre resveratrol e quimioterapia potencializa o tratamento e ele é estudado como possível alternativa para tratamento de tumores que não respondem às terapias convencionais.

Salmão


O salmão e outros peixes oleosos de águas profundas são boas fontes de Ômega-3, ácido graxo poliinsaturado que ficou conhecido como uma forma de “gordura boa”, que reduz o risco de ataque cardíaco e é rico em antioxidantes. Os antioxidantes combatem o envelhecimento precoce das células, o que auxilia a reprodução celular saudável e evita o câncer.

Além disso, o Ômega-3 fortalece os telômeros das fitas de DNA, que servem para selar e proteger o código genético de danos causados por células cancerosas.

Em um estudo publicado no periódico Cancer Prevention Research, altas doses de Ômega-3 ajudaram a reduzir a densidade mamográfica em mulheres acima do peso. A alta densidade do tecido dos seios é um fator de risco para o câncer de mama.

É preciso destacar, porém, que pesquisas recentes sugerem cautela na ingestão de suplementos de óleos de peixe e outras fontes de Ômega-3. Publicado no Journal of the National Cancer Institute, um experimento mostrou a relação entre altas doses de Ômega-3 e o surgimento e agravamento do câncer de próstata.

De acordo com os pesquisadores, homens que utilizavam uma dose de suplementação de Ômega-3 (equivalente a três ou quatro refeições de salmão por semana) tinham 71% mais chance de desenvolver o tipo mais grave de câncer de próstata do que pessoas que não usam o suplemento.

Mais uma vez há comprovações que ter bons hábitos alimentares e introduzir estes alimentos com mais frequência pode não só garantir Saúde, mas reduzir o risco de desenvolvimento de câncer, principalmente para quem já tem predisposição genética.

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”.

Como evitar a flacidez após os 40 anos

 

Por Roseli Rossi 

A flacidez é temida em qualquer idade, mas próximo e após os 40 anos a tendência de aumentar pelo próprio processo de envelhecimento é maior.

Na verdade, este processo de envelhecimento começa aos 30 anos, mas a cada década ele se acentua e com isto nossas estruturas, também sofrem o desgaste do tempo.

A pele, já não fica tão sedosa e elástica, começa a ocorrer manchas, rugas e a temida flacidez.

Os músculos também tendem a diminuir e a gordura a aumentar!

Os cabelos ficam mais finos e caem com mais facilidade, sem contar com os fios brancos que começam a aparecer.

Internamente, também começa a ocorrer o envelhecimento dos nossos orgãos, como fígado, coração, rins, pâncreas, etc. assim consequentemente a função desempenhada por cada um.

O envelhecimento é um processo natural, a todo momento nossas células nascem e morrem, só que á partir de uma certa idade elas mais morrem do que nascem e desta maneira ocorre este processo.

Mas uma boa notícia!! Podemos retardar este processo através de condutas importantes no nosso estilo de vida! Ter bons hábitos alimentares, praticar exercícios físicos e cuidar da alma freia este processo.

A flacidez esta relacionada também com o “efeito sanfona”, ou seja, quando a pessoa ganha ou perde peso com muita frequência.  Com o tempo, a nossa produção de colágeno, a proteína que dá sustentação à pele, diminui naturalmente, além disto, a má alimentação, o sedentarismo, o excesso de exposição ao sol e o fumo, além de favorecerem a flacidez, que pode ser cutânea ou muscular.

 

Os alimentos piores para a flacidez:

1 – Carboidratos refinados;

2 – Gorduras saturadas e trans;

3 – Excesso de sal;

4 – Alimentos processados e embutidos;

5 – Alimentos industrializados.

 

Os alimentos melhores para combater a flacidez:

 

  • Alimentos antioxidantes, como vegetais de cor verde, frutas cítricas e sementes, ajudam a combater os radicais livres e ainda a fazer uma limpeza no organismo, tirando suas toxinas. As frutas vermelhas, por exemplo, têm poderosa ação antioxidante.
  • Proteínas em quantidades e qualidades adequadas, como carne, peixes e frango, feijões, quinoa, iogurte, que fornecem aminoácidos ao organismo, essenciais para a formação dos músculos, deixando tudo durinho.

  • Evite as gorduras saturadas e foque nas mono e poli-insaturadas, as famosas gorduras do bem. Sementes e castanhas, azeite de oliva, óleo de coco.
  • Consuma alimentos que contêm nutrientes que ajudam na formação de colágeno. A aveia é fonte de silício, fundamental para a produção dessa proteína. Goiaba, acerola, laranja, morango são alimentos ricos em vitamina C. Já as castanhas, amendoim, nozes e sementes são fonte de zinco, outro nutriente requisitado para a produção do colágeno também.
  • A hidratação é fundamental, para eliminar as toxinas, evitar inchaços, e levar todos estes nutrientes até as células.

Desta maneira você chegará aos 50, 60, 70 anos na sua melhor forma física e mental!

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”.

Alimentação nos ciclos de vida

Por Roseli Rossi  

Alimentos funcionais são aqueles que, além de fornecer nutrientes, possuem em sua composição substâncias bioativas com ações benéficas específicas à saúde. Porém, para se aproveitar seus benefícios, esses alimentos devem ser consumidos diariamente, como parte de uma alimentação equilibrada. Conheça os principais nutrientes para cada ciclo de vida.

Gestação:

Muitos nutrientes são essenciais nessa fase, mas o maior destaque é para o ácido fólico, uma vitamina que auxilia na formação do tubo neural, no desenvolvimento do embrião. Os alimentos funcionais fontes são os vegetais de folhas escuras como espinafre, couve, rúcula, agrião, brócolis, escarola, as frutas cítricas e os grãos integrais. O consumo deve iniciar antes da gestação para garantir um bom estoque à mãe e ao bebê. O DHA (ácido docosahexaenoico) é o principal tipo de ômega-3 e traz benefícios para a saúde ao longo de toda a vida, que vão desde o desenvolvimento das estruturas do cérebro e da retina, a partir da gestação, até a prevenção do declínio cognitivo na fase adulta. Este nutriente pode ser obtido por meio da ingestão de peixes de águas profundas ou até mesmo por meio de suplementos.

Primeira infância:

O melhor alimento funcional para essa fase é o leite materno, que fornece todos os nutrientes que o bebê precisa, por isso, não precisa ser complementado com outros alimentos até o 6º mês de vida. Crianças que são amamentadas têm um colesterol mais controlado na vida adulta, evitando o surgimento de diversas doenças.

Escolares:

Para garantir uma boa absorção e aproveitamento dos nutrientes, é essencial um intestino saudável, portanto, o alimento funcional indicado para essa fase são os pré-bióticos, que estimulam o crescimento de bactérias “boas” no intestino além de auxiliar para o bom funcionamento intestinal. Suas principais fontes alimentares são: chicória, cebola, alho, alho-poró, alcachofra, aspargo, banana, centeio, grão de soja, mel, grão-de-bico, tremoço, tomate e açúcar mascavo.

Adolescência:

É a fase de grande crescimento e pico de formação óssea, assim, há maior necessidade do fornecimento de alimentos ricos em cálcio. Além do leite e derivados, outras fontes de cálcio podem ser incluídas na dieta, como vegetais de folhas escuras, peixes como a sardinha, oleaginosas, gergelim e aveia. A acne, comum na adolescência, pode ser causada por problemas nutricionais, alergias alimentares, disfunções hormonais e problemas intestinais. Um dos principais nutrientes que auxiliam no tratamento é o selênio, encontrado nas oleaginosas como castanha-do-pará, nozes, lentilha e gérmen de trigo.

 

Adulto:

Um problema comum nessa fase, nas mulheres, é o surgimento da tensão pré-menstrual. As isoflavonas, presentes na soja, podem auxiliar no seu tratamento, pois ajudam a reduzir enxaqueca, sensibilidade mamária, cólicas e inchaço. Para os homens, é o momento de cuidar da saúde do coração. O consumo de alimentos de cor roxa ou avermelhada fornecem antocianinas, que protegem o sistema cardiovascular, são eles: uva, jabuticaba, morango, cereja, ameixa, açaí, beterraba e berinjela.

Terceira idade:

O cuidado com o cérebro é fundamental, e diversos fatores nutricionais podem ajudar na saúde cerebral e memória, entre eles, a colina, vitamina presente na lecitina de soja e gema de ovo, que tua no desenvolvimento do cérebro e da boa memória.

Estima-se que cerca de 15% de idosos desenvolvam doença de Alzheimer e problemas de memória. Diversos nutrientes podem auxiliar no funcionamento cerebral e prevenção de doenças como Parkinson e Alzheimer, como a colina, vitamina fundamental para o desenvolvimento cerebral e atuação relacionada à memória. Entre as principais fontes, estão a lecitina de soja (não contém colesterol) e a gema de ovo.

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”

Chá verde e o câncer

 

Vários estudos demonstram que 3 fatores, além da genética que representa em torno de 15%, estão diretamente relacionados com a maior predisposição ao desenvolvimento de câncer: má alimentação, exposição á toxinas alimentares e ambientais (agrotóxicos, conservantes, poluição, cigarro, etc.) e estresse. Sendo assim, podemos a redução do risco de câncer esta muito mais na responsabilidade de cada indivíduo e do seu estilo de vida. Embora, saibamos que uma alimentação saudável deve conter o consumo regular de frutas frescas, vegetais, legumes, grãos, sementes, cereais, raízes, azeite de oliva, proteínas com baixo teor de gorduras saturadas, porca quantidade de sal, isenta ou bem moderada de açúcares e farinhas “brancas”, além de muita água. Há certos alimentos que comprovadamente também ajudam a diminuir o risco desta temida, mas infelizmente tão em prevalente doença – o Câncer ! e um deles é o chá verde.

O consumo freqüente de chá verde está inversamente associado com o risco de vários tipos câncer. O chá verde apresenta efeitos protetores em fases diferentes do processo da carcinogênese, inibindo-o pela modulação da transdução de sinais que conduzem à inibição da proliferação, transformação das células e aumento da apoptose.

É fundamental, para a sua ação como quimiopreventivo, a biodisponibilidade dos polifenóis nos tecidos.

O chá verde contém múltiplos polifenóis, entre os quais a epigalocatequina-3-galato, ou EGCG, uma das moléculas nutricionais mais poderosas contra os mecanismos necessários à invasão dos tecidos e à formação de novos vasos pelas células cancerosas. Após duas a três xícaras de chá verde, a EGCG está presente no sangue em grande quantidade, espalhando-se por todo o organismo pelos vasos capilares que cercam e nutrem cada célula do corpo.

O potencial quimioprotetor/antioxidante das frações das catequinas do chá verde apresenta a seguinte ordem decrescente de eficiência: EGCG = ECG > EGC = EC (RICE-EVANS; MILLER; PAGANGA, 1999.

Em uma pesquisa, verificou-se que o consumo de chá verde faz desacelerar consideravelmente o crescimento das células de leucemia, de câncer de mama e do câncer de boca. A grande preocupação de pesquisadores e da indústria farmacêutica é encontrar drogas anticancerígenas que apresentem boa eficácia e baixa toxicidade. As catequinas do chá verde, pelos estudos realizados por vários autores, têm demonstrado uma atividade quimioprotetora importante, porém, merecendo mais investigações sobre a dose e momentos de investigação do chá. É importante não só conhecer a ação das catequinas, mas também estudar os mecanismos envolvidos nessas atividades biológicas.

Sendo assim, as catequinas poderão ser um agente quimioprotetor ao alcance de toda a população como adjuvante no tratamento e prevenção para diferentes patologias.

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”

Alimentos que ajudam ou prejudicam a tireóide

Por Roseli Rossi

A tireoide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), que fica localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou popularmente, gogó). É uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas (no adulto).

Ela age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Interfere, também, no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes; na regulação dos ciclos menstruais; na fertilidade; no peso; na memória; na concentração; no humor; e no controle emocional. É fundamental estar em perfeito estado de funcionamento para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo. Comparada a outros órgãos do corpo humano ela é relativamente pequena. É responsável pela produção dos hormônios T4 (tirosina) e T3 (triiodotironina), que atuam em todos os sistemas do nosso organismo.

ALIMENTOS QUE AUXILIAM O BOM FUNCIONAMENTO DA TIREOIDE

ALGAS MARINHAS

Algas marinhas são uma fonte riquíssima de iodo e ainda oferecem uma quantidade considerável de selênio, nutrientes fundamentais para a produção de hormônios pela tireoide. Mas não exagere no consumo, pois o sal comum já contém muita quantidade de iodo. O excesso de iodo também pode ser prejudicial. A quantidade ideal recomendada para um adulto saudável é de 150 microgramas por dia, que pode ser facilmente atingida sem qualquer adição extra de sal à comida pronta.

CASTANHA-DO-PARÁ                   

Rica em selênio e ômega-3, uma gordura poli-insaturada, a castanha-do-pará fornece nutrientes que servem de matéria-prima para a produção de hormônios pela tireoide. O ideal é consumir uma ou duas castanhas por dia.

QUINUA/AVEIA

Por serem ótimas fonte de proteínas vegetais, com cálcio, ferro, fibras, magnésio, potássio e zinco. A quantidade recomendada de ingestão é de 30 a 50 gramas ao dia, que podem ser adicionadas à salada, sopas, frutas, sucos e shakes.

ÓLEO DE PEIXE        

Óleo de peixe é rico em Ômega 3, estes ácidos graxos atuam modulando a síntese dos hormônios tireoidianos e diminuindo a o processo inflamatório, além disto também equilibra o sistema imunológico quando a disfunção tem causa auto imune. Só fique atento para escolher as opções certas: salmão, sardinha e atum. O nutriente também pode ser encontrado em opções vegetais, como a chia e a linhaça. O consumo recomendado é de 120 g de peixe três vezes por semana ou duas cápsulas de 1.000 mg para suplementação por dia. No caso do uso de suplementos, um profissional deve ser consultado.

GEMA DO OVO      

A gema de ovo é conhecida por seus componentes antioxidantes, que favorecem principalmente a saúde ocular. Mas a pequena quantidade de iodo presente no alimento também é importante para a produção de hormônios pela tireoide. Além disso, a gema apresenta carotenóides (responsáveis pela cor amarelo alaranjada) que são uma pré-vitamina A, também importante para a glândula. Uma parte da vitamina A que o corpo recebe já vem pronta e outra parte vem por meio de nutrientes que o próprio corpo transforma em vitamina A, que é o caso dos carotenóides. Outros nutrientes  importante presente na gema para a tireoide é a vitamina D e o ferro. Desde que não seja frito, ovos podem ser consumidos diariamente.

FRUTOS DO MAR /AVES /CARNE VERMELHA   

São boas fonte de zinco, ferro, vitamina B12 , importantes para a produção dos hormônios tiroidianos. No entanto controle muito o consumo de carne, pois pode se tornar uma vilã da saúde, uma vez que contém quantias consideráveis de gordura saturada, prejudicial ao organismo quando em excesso. Prefira mais os frutos mar e as aves.

LARANJA

Rica em carotenóides e vitamina C, a laranja pode auxiliar no bom funcionamento da tireoide. A quantidade diária recomendada, entretanto, é pequena: uma laranja por dia.

ALIMENTOS QUE SÃO PREJUDICIAISAO FUNCIONAMENTO DA TIREOIDE

CAFEÍNA

Além de causar grande agitação no organismo, esse nutriente — encontrado em grandes quantidades no café e nos chás — pode provocar danos no tratamento das disfunções da glândula. As especialistas ensinam que a substância pode atrapalhar na absorção do remédio para esse tipo de doença, portanto nada de tomá-la em horários próximos ao de medicação. A cafeína também compete na absorção de nutrientes como ferro e zinco prejudicando a saúde tireoidiana.

GLÚTEN

Essa proteína encontrada em cereais como trigo, centeio, aveia, cevada e malte, causa uma doença autoimune em algumas pessoas, chamada de doença celíaca, ou para pessoas que são intolerantes ao glúten. E pesquisas indicam que isso pode se relacionar a males como a Tireoidite de Hashimoto. Em um estudo publicado no Journal of Pediatrics conclui-se que crianças celíacas com alterações na produção dos hormônios e anticorpos tireoidianos tiveram seus níveis normalizados com dieta sem glúten.

SUCRALOSE

É um adoçante natural, usado em substituição ao açúcar sem tantas contraindicações, mas que pode atrapalhar a tireoide. Ele tem cloro na composição, e assim capta o iodo, prejudicando o bom funcionamento da glândula. Isto caso um exagero no seu consumo.

SOJA

Apesar de ser muito recomendado em diversas circunstâncias, esse grão pode causar muitos danos e encrencas para pessoas com problemas de tireoide. A soja possui compostos antinutricionais, que dificultam a absorção de minerais como ferro, zinco e cálcio. Apesar de essas substâncias, chamadas de fitatos, serem anuladas após o cozimento, o consumo desse alimento é contraindicado a quem tem hipotireoidismo. Caso consuma, prefira as formas fermentadas, como o missô, Natto.

CARBOIDRATOS EM EXCESSO

Quando comemos demais esse macronutriente, aumentam os níveis necessários de hormônios da tireoide, causando uma maior demanda do trabalho da glândula, além de requisitar mais iodo para produzir T3 e T4. Desta forma, com a nossa alimentação já sendo pobre em iodo, fica difícil regular a produção. Dietas com uma redução nos carboidratos e priorizando os tipos complexos são mais indicadas para a saúde da tireoide, além do corpo como um todo. Portanto conclui-se que uma alimentação rica em nutrientes, variadas e adequada individualmente pode também trazer como benefícios a prevenção ou o tratamento das disfunções da Tireoide.

 

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”

Hambúrguer de atum com grão-de-bico

Receita Fit por Roseli Rossi

Esta receita é super fácil, ideal para compor seu prato principal no almoço ou jantar e inclusive pode ser considerada uma receita low carb! Tem a cara de um hambúrguer, mas sua composição nutricional é totalmente diferente, ou seja, muito mais saudável, vale a pena experimentar!!

Rendimento: 4 Porções

Ingredientes

8 col. de sopa de grão de bico (cozido)

1 col. de chá de pimenta caiena

1 lata de atum ao natural

2 col. de sopa de salsinha (crua)

3 col. de sopa de farinha de aveia

¼ col. de sopa de orégano (seco)

2 col. de sobremesa de azeite de oliva (extra virgem)

1 col. de café de Sal Rosa do Himaláia

Modo de Preparo: Bata no mix ou processador o grão-de-bico cozido, com o atum e todos os temperos. Coloque esta mistura numa vasilha e acrescente a farinha de aveia, misture bem com as mãos. Abra esta massa numa tábua e corte no formato de hambúrguer (com o cortador ou a boca de um copo) ou modele com as mãos. Unte uma assadeira com margarina e coloque os hambúrgueres. Leve ao forno médio 200 graus por 30 minutos, virando na metade do tempo. Sirva a seguir.

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”

 

 

Como emagrecer com saúde na menopausa?

 

Inevitavelmente, vamos ter que passar pela menopausa. Muitas já estão nesse período, outras ainda irão passar por ele. Adorei as dicas do endocrinologista Dr. Paulo Mário F. de Oliveira que nos orienta sobre como temos que nos preparar para passar bem por essa fase. Confiram!

“Como emagrecer com saúde na menopausa?

Com a chegada da tão temida fase da menopausa, é comum a mulher ter um ganho de peso. O desequilíbrio hormonal afeta diretamente o metabolismo e por isso muitas se sentem desmotivadas, diminuindo a atividade física e não controlando a alimentação. Porém, é possível emagrecer com saúde (ou manter o peso magro) mesmo com a mudança dos hormônios. Confira as dicas do endocrinologista Dr. Paulo Mário F. de Oliveira:

Por que a mulher tende a engordar após a menopausa?

* Nesta fase da vida, o enorme desequilíbrio hormonal que a mulher sofre afeta sua silhueta física, seu metabolismo, sua psique e acaba comprometendo suas relações sócio afetivas. Não era de estranhar que tudo isto se refletisse no peso. A grande maioria se sente desmotivada, infeliz, tende a parar de administrar balança, sua alimentação e diminui a atividade física. A falta do estrogênio por si só, diretamente, não causa aumento de peso.

Peso e alimentação indicada

* Deve-se ter bastante preocupação com a manutenção de um peso adequado dentro de uma dieta saudável, pois o excesso de peso acentua o desconforto físico causado pelas ondas de calor conhecidas como fogachos, característicos da menopausa.

* Os carboidratos complexos e ingeridos com fibras encontrados nas frutas em natura e nos grãos integrais são muito bem vindos. Ajudam na manutenção do peso e previnem doenças como diabetes e aterosclerose.

* Em sua composição, a soja contém substâncias denominadas de isoflavonas que têm uma estrutura molecular semelhante aos estrogênios. Assim, estas substâncias quando ingeridas, na forma de óleos comestíveis, shoyu, ou mesmo concentrado em cápsulas manipuladas farmacologicamente, podem diminuir os sintomas desagradáveis da menopausa. Em relação ao shoyu, como tem um teor de sal elevado, é recomendável usar a versão light. Além disso, a falta de estrogênio tende a modificar o perfil de gordura da circulação, diminuindo o colesterol bom e, em menor proporção, aumentando o ruim. Assim, alimentos ricos em Ômega 3, como peixes tipo salmão e sardinha que podem facilmente ser incorporados a nossa dieta, são recomendáveis.

* O azeite extra virgem sem menor dúvida é a melhor gordura vegetal que pode ser utilizada no preparo e no tempero de alimentos.

Deve-se evitar

* Alimentos ricos em gordura animal, carnes de vísceras e órgãos, embutidos, alimentos processados e o excesso de sal devem ser evitados pelo aumento do risco cardiovascular.

Inchaço

* A sensação de inchaço que a maioria das mulheres se queixam nesta fase da vida dizem respeito principalmente as modificações apresentadas na distribuição da gordura corporal. A gordura abdominal se acentua trazendo uma sensação muito desconfortável e esteticamente desagradável.

* Mais do que diuréticos, é imprescindível manter um peso adequado para a altura. Os chás reconhecidamente diuréticos são o verde, de hibisco e de gengibre com canela.

Exercício físico

* São sempre indicados, mas aquelas que não tinham hábito de praticar, seria mais do que conveniente que tivessem uma orientação profissional.

* O exercício que vem para trazer enormes benefícios mas pode, quando mal orientado, ocasionar lesões e comprometer temporária ou definitivamente o desempenho físico.

* É fundamental alternar atividades aeróbicas com musculação. Essas modalidades trazem benefícios diversos mas que se complementam.

* A atividade física deve ser praticada pelo menos 3 vezes por semana. Entretanto, o ideal são cinco vezes na semana sempre dentro do condicionamento individual a ser bem estimado por profissional habilitado.

Exercícios ao ar livre

* Dentro das aptidões físicas e gostos indivíduas, qualquer atividade física é saudável. Dependendo do objetivo, aquelas com mais gasto energético estão indicadas para quem precisa perder peso. Natação e bicicleta tem menos impacto físico. Corrida e esportes como futebol, vôlei, tênis, etc, tem uma exigência músculo esquelética mais intensa e estão sujeitas a um maior risco de lesão. O trabalho muscular mais intenso também pode ser alcançado ao ar livre em estações de ginástica espalhadas por toda orla marinha do Rio e em praças públicas.

Exercícios que podem ser praticados em casa

* Pode-se adaptar a residência bicicleta ergométrica e esteira para atividades aeróbicas. Assim também, em casa com facilidade pode-se realizar diversos tipos de ginástica e musculação, com ou sem ajuda de pequenos pesos que auxiliariam na obtenção de resultados.”

Paulo Mário F. de Oliveira é endocrinologista, Doutor pela UFRJ, com Mestrado e Pós-graduação pela PUC-RJ, Professor Adjunto Faculdade de Ciências Médicas / UERJ e especialista em Menopausa (CRM 52-34725/6).

 

Vinho e saúde

Vinho e Saúde

No inverno, ninguém resiste a uma taça de vinho, bebida que além de esquentar e ser saborosa, também faz bem à saúde, ou seja, pode até ajudar, quando consumida com moderação.

Considerado alimento funcional, o vinho tinto possui flavonóides, substâncias que, através de sua ação antioxidante, podem prevenir a deposição de placas de gorduras nas artérias, através de sua capacidade de diminuir a oxidação do LDL-colesterol, podendo, dessa forma, reduzir o risco das doenças cardiovasculares.

O vinho tinto é uma fonte significante de resveratrol, fitoquímico encontrado na casca de uvas vermelhas, que tem a propriedade de prevenir contra doenças cardíacas, derrames e câncer, destruindo células cancerígenas, além de prevenir doenças como Alzheimer e Parkinson.

O vinho tinto apresenta um alto conteúdo desses compostos, cerca de 20-50 vezes maior do que o vinho branco.

 

Engorda ou não engorda?

Talvez o ponto mais polêmico de todos… Afinal, vinho engorda ou não? A resposta pode parecer triste, mas engorda, sim.

Mas fique tranquilo, há mais pontos positivos do que negativos nisso tudo. Dentre todas as bebidas alcoólicas, o vinho é que tem menos calorias, se bebido moderadamente, claro. E considerando a dosagem. Por exemplo, se comparar um copo de cerveja com a mesma quantidade de vinho, o vinho será mais calórico. Isto porque o teor alcoólico dele é mais alto. Por outro lado, se comparar a mesma dosagem de vinho e destilado, o destilado será mais calórico.

Além disso, é a bebida que menos se transforma em gorduras localizadas – aquela “barriguinha de chope” não é perigo. Um estudo dos epidemiologistas da University of Buffalo relata que os que haviam consumido vinho nos últimos 30 dias, apresentavam menor tamanho abdominal. E para fechar com chave de ouro, o teor alcoólico do vinho – nem tão baixo quanto o de uma cerveja, nem tão alto quanto dos destilados – encoraja o corpo a queimar calorias por até 90 minutos depois de beber!

O que engorda no vinho é, na verdade, o açúcar que não se transforma em álcool durante a fermentação (chamado de açúcar residual). Os vinhos de sobremesa, é claro, saem em disparada quando o assunto é esse tal açúcar, seguido pelos espumantes Moscatel. Ah, isso sem falar nos espumantes demi-sec e doux, que são mais açucarados que os brut, extra-brut e nature.

Apesar disso, alguns vinhos secos também entram na lista – White Zinfandel, Riesling, Merlot, Malbec, Cabernet Sauvignon e Carménère – isso porque produzem mais açúcar e álcool. Por outro lado, Sauvignon Blanc, Gros Manseng e Pinot Noir vêm para, literalmente, equilibrar a balança!

Recomendação: Desde que seja moderado, tomar 1 taça de vinho ao dia pode se tornar um bom hábito.

Tim – Tim  Saúde !!!

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”

Porque devo usar a quinua?

Por Roseli Rossi  

A saúde, de fato, está no seu prato! Esta frase define a necessidade que o corpo humano tem em consumir alimentos desenvolver e manter de todas as células do organismo com vitalidade funcionando perfeitamente, pois a falta de um nutriente pode comprometer seriamente a saúde como um todo. Pode-se dizer que hoje, há alimentos completos que contemplem essas necessidades, um deles é o grão de quinua!

Riquíssimo em proteína, carboidrato de baixo índice glicêmico, gordura saudável, vitaminas, minerais e aminoácidos, a quinua contêm todos os nutrientes essenciais à saúde e o perfeito equilíbrio do nosso organismo. A quinua é rica em ômega 3 e 6, gorduras do bem que impedem a deposição de gorduras maléficas nas artérias, ou seja, reduz o colesterol ruim (LDL).

Outra característica importante é que apenas cada grão deste cereal possui 20 aminoácidos diferentes! Entre eles, a lisina, aminoácido que ajuda a fortalecer a imunidade e a melhorar a formação de colágeno e absorção de cálcio. As proteínas, também contidas no cereal, podem auxiliar na regeneração e no desenvolvimento das fibras musculares. “Os atletas podem encontram um valor protéico na quinua que contribuem efetivamente na recuperação dos músculos”, além das mulheres durante o período pré-menstrual e menopausa, amenizando os sintomas desagradáveis, uma vez que contém fitoestrógenos.

Este poderoso cereal de valor nutritivo altíssimo, a quinua, descoberta pelos incas da Bolívia e do Peru há mais 500 anos, pode ser consumido sem qualquer restrição, por crianças, grávidas, lactantes, atletas, idosos, adultos e jovens, ou seja, não tem contra indicação. O grão não contém glúten, pode ser consumido até mesmo por aqueles que têm intolerância a essa proteína.

O diferencial deste cereal está não somente em sua composição nutricional, como também na diversidade de utilização, perante as mais diversas versões encontradas no mercado: grãos, flocos, farinha e até macarrão. Porém é importante estar presente com freqüência em uma alimentação saudável para poder se ter todos estes benefícios na saúde. Agora, vale a criatividade para conciliar sabor a um “alimento saudável”.

Certo é que não podemos nos esquecer que todos os outros cereais que já fazem parte da alimentação da população como o tradicional arroz, o brasileiríssimo milho e o trigo, a aveia, e outros; são tão importantes nutricionalmente quanto à quinua. Assim, não devem jamais ser colocados de lado nas refeições! No entanto, pela nobreza de nutrientes e vitaminas do cereal andino, há algumas diferenças as quais a quinua ganha vantagem pelas suas propriedades.

Receita

Vinagrete de Quinua

Como fazer: Faça uma cocção prévia da quinua em água fervente por aproximadamente 10 minutos e acrescente o açafrão em pó na água de cocção. Pique a cebola e o tomate e reserve. Rale o pepino e a cenoura e reserve. Em um recipiente coloque todos os ingredientes, juntamente com a quinua em grãos cozida e bem escorrida e tempere com o sal, a salsinha, a mostarda, o vinagre e o azeite.

Ingredientes: 4 col. de sopa de quinua em grãos, ½ pepino, 1 cenoura, 1 cebola, 1 tomate, ½ col. de sobremesa de azeite, ½ col. de sobremesa de mostarda, 2 col. de sopa de salsinha, ¼ col. de chá de açafrão em pó, 5 col. de sopa de vinagre, 1 col. de café de sal Rosa do Himalaia.

 

Roseli Rossi  é  a nova colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”.

Ceia saudável no Natal

 

Por Roseli Rossi 

Chegou a época tão festiva e comemorada no mundo todo: o Natal!

Um momento que deve ser comemorado com muita alegria, paz e principalmente saúde. Uma época de reflexões interiores, de celebração pelas conquistas do ano e da união de forças para as tarefas que se seguem adiante, pois durante o ano inteiro em meios as alegrias e conquistas, quanto estresse, ansiedade, problemas, tristezas se passaram e agora é hora de pensar num futuro   mais otimista e promissor!

Junto ao prazer de estar com a família e amigos, a tradição segue com as comidas que também são indispensáveis, como em qualquer comemoração. Os tradicionais pratos preparados no Natal como as aves, carnes de vaca, suínas, tiveram origem em países que vivem esta época natalina na estação do inverno, assim, a preferência é por alimentos com alta densidade calórica recheados de gorduras, carboidratos refinados, cremes e tudo mais.

Ocorre que no Brasil não é inverno no Natal, é verão!!! Calor, praia, 30º graus, sol, longe de ser indicadas essas preparações.

O indicado na hora de ceia é seguir essas tradições porém com certas adaptações das preparações  tradicionais considerando o nosso clima , pois as receitas típicas natalinas somado às bebidas alcoólicas, com certeza trarão uma sobrecarga muito grande ao organismo, com inúmeros sintomas desagradáveis mesmo à quem tem o hábito de consumi-las, podendo inclusive estragar toda a festa.

Neste período não é necessário privar-se das delícias, mas consumi-las com moderação e adaptações. Por exemplo, ao optar pelos pratos principais, opte por um só e não um pouco de cada um, ou seja, o peru ou chester ou lombo ou tender ou peixe. No caso dos acompanhamentos prefira o arroz ou farofa ou batatas ou massas. O mesmo vale para os doces, se não resistir à eles, escolha um para saborear sem culpa. Ao experimentar um “pouquinho” de cada, costuma -se dobrar ou até mesmo triplicar a porção que deveria ser consumida.

Misturar vários tipos de alimentos e condimentos em um momento só poderão lhe trazer má digestão, dores de estomago, azia, dores de cabeça, indisposição, mal estarem, prejudicando este momento  tão mágico e especial!

Assim, auxiliando a preparação de uma ceia sem culpa mas com muito sabor e saúde, indicamos trocas inteligentes, práticas e deliciosas para substituir a ceia tradicional por uma mais leve e mais saudável. 

Assim, de acordo com as sugestões de preparações de uma ceia light, elaboramos um cardápio completo pra você.

O desafio desta época é resistir às tentações tradicionais e agradar ao paladar de todos que estão ao nosso lado nestes momentos, porém, com substituições simples e um tanto quanto saborosas, a ceia terá o mesmo sabor mas com muito mais saúde!!

Tradições nunca devem ser abandonadas, sentimentos devem ser cada vez mais expressos e momentos jamais devem ser esquecidos…

Receitas

Ameixa Recheada

Rendimento: 15 porções  70kcal/cada

30 ameixas pretas

20 amêndoas secas

8 fatias de peito de peru

3 colheres de sopa de cream cheese light

Modo de Preparo: Coloque as amêndoas em água fervente por 3 minutos. Retire do fogo, escorra e espalhe-as em uma forma e leve ao forno médio preaquecido, até dourar. Pique-as grosseiramente e misture com o cream cheesee o peito peru picado (processado). Corte as ameixas ao meio e recheie com essa mistura. Feche as ameixas. Deixe na geladeira até o momento de servir.

 

Salada de Feijão Branco,Salmão e Limão

Rendimento:4 porções   148kcal/cada

4 colheres de sopa de feijão branco cozido

2 postas de salmão cozido

4 alhos

2 colheres de sopa de salsinha

1 folha de louro

1 colher de sopa de azeite

2 colheres de sopa de suco de limão

1 colher de chá de sal light

1 colher de sopa de pimenta rosa

Modo de Preparo: Cozinhe o salmão à vapor com alho e louro e sal. Corte em pequenos pedaços . Numa tigela misture o feijão branco com o salmão , o alho. Acrescente a salsinha picada e o suco de limão, o sal, a pimenta e o azeite.Mantenha em refrigeração até servir.

 

Risoto Cítrico com Pistache

Rendimento:4 porções  280kcal/cada

1 xícara de chá de arroz arbóreo

1 limão

4 laranjas

1 cebola

20 pistaches

½ taça de vinho branco seco

1 colher de sopa de azeite

1 colher de chá de sal light

Modo de Preparo: Esprema as laranjas e o limão para retirar o suco e reserve-os. Leve ao fogo numa panela os sucos juntamente com  1/2 litro da água, até ferver. Reduza o fogo e mantenha aquecido. Pique a cebola e coloque numa outra panela juntamente com o arroz sem lavar e refogue, mexendo rapidamente, por 5 minutos. Misture o vinho e o sal e cozinhe, sem parar de mexer, até o vinho evaporar. A seguir, adicione os sucos de limão e de laranja fervente e deixe cozinhar até que o arroz fique cozido e todo o  líquido seja absorvido. Retire do fogo, distribua o risoto nos pratos e decore com rodelas do limão e da laranja reservados. Salpique os pistaches e sirva em seguida.

 

Filé ao Suco de Fruta Recheado

Rendimento: 8 porções  202kcal/cada

1 peça de carne bovina magra

¼ de copo de suco de abacaxi sem açúcar

½ de suco de uva integral

3 colheres de chá de sal grosso

1 colher de sopa de alecrim

3 ramos de sálvia

3 colheres de sopa de salsinha

3 cebolas

3 alhos

1 colher de sopa de orégano

Modo de Preparo: Retire bem a gordura da peça de filé mignon, abra-a ao meio sem cortá-la até o final. Misture o suco de abacaxi e o de uva. Coloque a peça em um saco plástico e adicione os sucos, feche e deixe no refrigerador por 30 minutos. Retire a peça, reserve o suco de fruta e  abra em uma assadeira.À parte higienize as cebolas e o alho, corte-os em rodelas e tempere com sal e orégano. Recheie a carne e enrole, fechando-a com palitos. Misture ao sal grosso com as ervas ( tomilho, sálvia e salsinha). Adicione este sal com ervas por cima da peça de filé de maneira uniforme. Cubra com papel manteiga e leve ao forno médio por 60 minutos ou até ficar cozida, retire o papel, derrame os suco de fruta e retorne ao forno até dourar. Sirva a seguir.

Cremoso de Chocolate ao Licor

Rendimento: 4 porções   120kcal/cada

1 xícara de leite desnatado

1 pote de iogurte natural desnatado

2 colheres de sopa de chocolate em pó

½ cálice de licor

1 sachê de gelatina sem sabor

3 colheres de sopa de adoçante em pó para culinária

Modo de Preparo: Dissolva a gelatina conforme instruções da embalagem. Reserve. Leve ao liquidificador todos os ingredientes e a gelatina dissolvida. Bata por 4 minutos.

Coloque o creme em taças e leve à geladeira por 4 horas. Decore com raspas de chocolate. Sirva a seguir. Opção  de licor: Amareto

 

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”.

 

 

Energia para o seu treino

Olá, meninas! Não sei se vocês sabem, mas estou fazendo uma dieta alimentar para perder uns quilinhos. E conversando com a nossa colunista, a nutricionista Roseli Rossi  , comentei com ela que me sentia um pouco desanimada para me exercitar. E não é que ela me deu uma receita mega ultra power e super saudável que me deixou no pique total?

Resolvi compartilhar com vocês esse delicioso e saudável combinado que vai te ajudar também!

Depois me conte o que você achou!

Receita Overnigth

Boa opção para consumir no pré-treino ou como café da manhã, para quem não tem tempo. Pois esta receita pode ser preparada na noite de véspera e ser mantida na refrigeração até a hora de consumir. Ela já tem todos os grupos alimentares que precisa para ter uma boa performance no treino ou energia para seu dia!! Pode ter adaptações, diante de preferências e intolerâncias individuais. Experimente!!

Como fazer

Coloque em uma tigela, primeiro o leite de coco (ou outro leite vegetal), a seguir adicione nesta ordem: a aveia, linhaça, as frutas picadas, o iogurte e por fim as sementes picadas e polvilhe a canela. Tampe com um filme plástico e leve a geladeira até o dia seguinte pela manhã

Ingredientes: 50 ml de leite de coco, 1 col. de sopa de aveia em flocos grossos, 1 col. de sobremesa de semente de linhaça triturada, ¼ mamão papaya, 1 col. de sopa de uva passa, 1 iogurte natural desnatado lacfree, 1 nozes, ¼ col. de chá de canela.

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”

Abacate: pode comer sem culpa!

Por Roseli Rossi

O abacate é uma das frutas mais bem vistas do ponto de vista nutricional. Eles possuem gorduras monoinsaturadas, vitamina E, fibras solúveis e minerais como ferro, cobre e potássio. Além, é claro, de serem muito saborosos – com um pouco de sal, limão e azeite, principalmente.

No entanto, nós não estamos aproveitando o máximo deles, pelo menos de acordo com uma equipe de pesquisadores presente na reunião anual da American Chemical Society.

A parte verde-amarela do abacate é consumida sem cerimônias por milhões de pessoas todos os dias, mas na verdade não é a parte mais nutritiva da fruta.

Esse título vai para o revestimento que envolve o caroço no centro. Este óleo que compõe parcialmente a casca das sementes é carregado com produtos químicos antivirais, compostos anticancerígenos e componentes que ajudam a reduzir a probabilidade de coágulos sanguíneos aparecerem nas artérias. A parte cerosa da casca contém produtos químicos que, quando processados, podem ser usados para fazer peças de dispositivos médicos, aditivos alimentares e cosméticos.

Em suma, essas cascas são verdadeiras “minas de ouro” de compostos úteis que, até agora, permaneceram desconhecidas.

Embora isso não signifique que você deva agora pegar essas partes e mastigar – especialmente porque elas não são comestíveis dessa forma – sugere que os abacates são mais valiosos do que achávamos.

A equipe, da Universidade do Texas, nos EUA, explica em uma declaração que eles secaram e arrumaram as cascas de 300 abacates, antes de colocá-las em um espectrômetro de massa, para fazer essa descoberta. Eles sugerem que no futuro, devemos estar reciclando esses caroços para que eles possam ser quebrados e transformados em uma variedade de compostos deliciosos, medicinais ou construtivos.

A nova pesquisa pode ser também uma boa notícia para o planeta. Abacates exigem muita água para crescer, muita terra para serem cultivados e são enviados por via aérea para exportação. Isto significa que eles geralmente trazem consigo uma pegada de carbono pesada, mais alta que quase todas as outras frutas e vegetais comumente consumidos. Um esquema para utilizar os caroços pelo menos tiraria mais proveito da fruta!

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”

Sal Gourmet

Por Roseli Rossi 

Sal. Até pouco tempo, chegar nesse item da lista de compras causava alívio. Afinal, ao contrário de outros produtos, não havia muito o que pesquisar ou inspecionar nas gôndolas. Mas uma onda de sais coloridos vindos dos cantos mais exóticos do planeta, como montanhas do Himalaia, Chipre e Marrocos, deixou esse processo meio demorado. Além disso, despertou uma dúvida no consumidor: seriam esses temperos com apelo gourmet mais saudáveis?

Até então, estudos demonstraram que estes sais ditos “Gourmet” são melhores para a saúde, mas recentemente as nutricionistas Eliana Giuntini e Kristy Soraia Coelho, que trabalham Centro de Pesquisa em Alimentos (o FoRC), vinculado à Universidade de São Paulo e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp),fizeram uma revisão dos estudos que investigam os benefícios no consumo do sal rosa e demais.

Ao final do trabalho, comprovaram que por não serem refinados, preservam mais os minerais, só que longe de serem fontes de tais micronutrientes. Vide tabela abaixo.

Só um exemplo, o sal rosa possui 8 mg de cálcio/5g do produto, sim 4x mais que o refinado, mas a recomendação de cálcio é de 1.000mg. Sendo assim, jamais poderá contribuir para alcance desta recomendação. E 5g de sal é a recomendação atual de consumo de sal ao dia (OMS).

Foi observado também que apresentam quase o mesmo teor de sódio, sendo assim devem ser restritos como os demais, para quem deve ter controle deste mineral, como os hipertensos ou quem quer prevenir problemas de saúde.

Verificaram que as quantidades de iodo, também não são melhores do que os refinados como dizem, uma vez que no sal refinado é adicionado iodo, desde 1953. Este mineral é fundamental para síntese de hormônios produzidos pela tireoide. Com ele em falta, abre-se caminho para chateações como o bócio.

Isto não quer dizer que deve se desfazer dos sais Gourmet, até porque eles fazem diferença no sabor e crocância de certas receitas. Mas, seja qual você optar, o importante é saber que este tempero deve ser usado com muita moderação e no máximo 5 g ao dia. esta quantidade fornece 2,3 g de sódio. Não podemos esquecer já consumimos este mineral em alguns alimentos in natural e praticamente em todos os industrializados. Portanto é muito fácil ultrapassar esta recomendação, e aí com o tempo poder desenvolver problemas de saúde. Mesmo levando em consideração as sensibilidades individuais é fato que o excesso de sal diariamente aumenta o risco de Doenças Cardiovasculares.

Diferentes, mas nem tanto!

Embora alguns sais tenham mais minerais, o teor não chega perto do que precisamos por dia. Com exceção do sódio*

META DIÁRIA (mg)

Marinho

Rosa

Refinado

Cálcio (1000)

6,5

8

2

Potássio (4700)

9

14

4,5

Sódio (2000)

1925

1840

2000

Zinco (8m)

0,02

0,02

0,025

Ferro (8m)

0,14

0,18

0,05

Magnésio (310)

12,45

5,3

0,07

*Os valores se referem a 5 gramas de cada sal

Fonte: Revista Super Interessante / Saúde

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”.

 

 

 

Os diferentes tipos de açúcar

Por Roseli Rossi 

Foi só a partir dos dois últimos séculos que o açúcar começou a ser produzido em grande quantidade e consumido de forma cada vez mais intensa. Cada vez mais purificado, o açúcar de cana (ou beterraba) se transformou em sacarose branca. Um pó branco.

Hoje nossa população é consumidora de milhares de toneladas diárias de açúcar, o açúcar refinado é o resultado de um processamento físico-químico que extrai da garapa a sacarose purificada e anidra, usando e adicionando produtos químicos como clarificantes, antiumectantes e agentes de moagem. Aditivos químicos, sintéticos, muitas vezes cancerígenos e/ou danosos à saúde. Há estudos que demonstram que a longevidade está relacionada ao menos consumo de açúcares. O corpo humano não necessita de açúcar refinado. O que ele realmente necessita é de glicose, ou seja, o tijolo básico dos carboidratos. Mas essa glicose pode ser facilmente obtida a partir de uma alimentação balanceada, onde frutas, cereais integrais, legumes e hortaliças são consumidos diariamente.

E, como estamos falando de uma droga, quem consome muito açúcar torna-se um dependente orgânico, e quanto mais intoxicado, mais deseja açúcar, mais sedentário, porque tende a ter menos força física, emocional e mental. Grandes consumidores de açúcar geralmente são fracos, astênicos, e acreditam que não podem fazer nada sem consumir um pouco de doce.

Bicarbonate in a wooden spoon

Açúcar refinado é sempre excesso de energia, acima das necessidades reais. Seu excesso pode ocasionar:

  • Depósito de gordura corporal nas vísceras, órgãos, sistemas;
    Maior demanda de energia metabólica (estresse metabólico) para contornar as desarmonias energéticas geradas;
  • Envelhecimento precoce, pois a célula só usa o que necessita, todo o resto passa a ser um “estorvo” metabólico;
  • Estímulo excessivo do pâncreas;
  • Depressão do sistema imunológico, incluindo problemas como doenças repetitivas;
  • Desmineralização orgânica, incluindo problemas de anemia, dentes e ossos;
  • Subnutrição pela depressão de enzimas digestivas, portanto pobre aproveitamento e fixação de nutrientes;
  • Problemas digestivos, gases, constipações, etc.

OS DIFERENTES TIPOS DE AÇÚCAR

  • Açúcar light: também chamado de açúcar magro, é uma mistura do açúcar comum (sacarose) com adoçante (edulcorante), e adoça duas vezes mais do que o açúcar normal.
  • Açúcar mascavo: por não passar pelo processo de refinamento, a qualidade nutricional do açúcar mascavo é melhor, em relação ao açúcar refinado. Ele apresenta vitaminas e minerais que não estão presentes na versão refinada.
  • Açúcar orgânico: o diferencial deste tipo de açúcar é que a cana utilizada em sua fabricação é cultivada sem fertilizantes químicos. Portanto, apresenta uma quantidade maior de vitaminas e minerais em relação ao açúcar refinado.
  • Açúcar Demerara: Também usada no preparo de doces, esse açúcar de nome estranho é um dos tipos mais caros. Ele passa por um refinamento leve e não recebe nenhum aditivo químico. Por isso, seus grãos são marrom-claros e têm valores nutricionais altos, parecidos com os do açúcar mascavo.

  • Açúcar de Coco: Por não passar pelo processo industrial de refinamento ao qual é submetido o açúcar comum (ou branco), esta versão “integral” mantém as vitaminas e mineiras originais provindos da palma de coco e, por isso, é muito mais nutritiva. O açúcar de coco possui quantidades elevadas de potássio, magnésio, zinco e ferro. É também uma fonte natural de vitaminas B1, B2, B3 e B6. Porém, segundo ele, uma das principais vantagens do produto é o baixo índice glicêmico, que favorece as pessoas que possuem diabetes tipo 2.
  • Mel: O mel é um alimento, geralmente encontrado em estado líquido e viscoso, que é produzido pela abelha a partir do néctar que colhem das flores. O mel possui pequenas quantidades de potássio, vitaminas do complexo B e vitamina C e alguns tipos de aminoácidos (proteínas). É rico em sais minerais como selênio, cobre, fósforo e ferro e também contém substâncias antioxidantes (flavonóides e fenólicos). Quanto mais escuro, maior concentração de minerais. Quanto mais claro mais concentração de vitamina C.

Alerta: Por ser carboidrato simples não deve ser consumido por diabéticos (pois o alimento aumenta a taxa de glicemia), indivíduos com sobrepeso e obesidade e triglicerídeos elevados, também devem evitá-los. Crianças com menos de 1 ano também devem evitar o consumo de mel, pois este pode conter esporos de Clostridium botullinum e transmitir o botulismo.

RESUMINDO

Quais as opções de açúcares melhores?

Açúcar demerara, mascavo, por conterem mais nutrientes, o açúcar de coco (tem baixo índice glicêmico e o mel por ter fitoquímicos que agem como antioxidante e fortalece o sistema imunológico).

Para quem estes açúcares podem ser indicados?

Crianças, gestantes ou quem não tem nenhuma doença, como dislipidemias, Diabetes, obesidade, nem descontrole glicêmico e insulinêmico, mas com MUITA moderação!

ADOÇANTES

Os adoçantes ou edulcorantes na sua maioria são até produzidas com matérias primas naturais, cana de açúcar, milho, mas, sofrem mudanças na industrialização que se tornam substâncias tóxicas “estranhas” e podem ter efeitos acumalativos. Outros não são absorvidos. As vantagens é que tem menos calorias ou nenhuma e não promovem hiperglicemia. Indicados para obesidade, dislipidemia, Diabetes, cardiopatias, etc.

Quais as opções de adoçantes melhores?

Menos calorias: xilitol,sorbitol.

Sem calorias: stevia, sucralose, soft sugar, sweet lift, taumatina.

Para quem estes adoçantes podem ser indicados?

Quem tem que controlar a glicemia, como o Diabético ou quem tem Resistência Insulínica, obesidades, gordura visceral, Síndrome metabólica.

Qual a recomendação diária?

5mg/Ka/dia = 1 sachê

SUCRALOSE

A sucralose é o único adulcorante de alta intensidade obtido através da sacarose, portanto, apresenta características sensoriais muito próximas á sacarose. É um pó branco cristalino com poder dulçor médio de 600 vezes maior de que a sacarose.

SUCRALOSE X AQUECIMENTO – PESQUISA DA UNICAMP

Bebidas ou alimentos que se expõem acima de 90 graus por 15 minutos podem fazer com que a sucralose libere HPAs. As principais foram os “HPAs”, que são os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, substâncias semelhantes as encontradas na gordura do churrasco e com grande potencial cancerígeno.

STEVIA
Stevia, é um adoçante natural, é um glicosídeo isolado da planta Stevia rebaudiana Bertoni e tem sido amplamente utilizada no Japão por mais de 20 anos. Recentemente, a stevia tem sido comercializada como um adoçante não calórico em produtos de panificação e refrigerantes. Estudos indicaram possíveis papéis realizados por hipotensores estévia, sugerindo que aumenta a sensibilidade à insulina e a tolerância à glicose em seres humanos.

SWEET LIFT

100% natural extraído do melão Chinês (Momordica grosvenori), juntamente com Eritritol, um poliol obtidos de frutas e cereais fermentados, que não causa diarréia como outros polióis, uma vez que é absorvido no intestino delgado e rapidamente é excretado do organismo sem sofrer metabolização. Não contém nenhuma substância artificial, como aspartame, ciclamato, sacarina e sucralose. Pode ser consumido por crianças, gestantes, diabéticos, hipertensos ou simplesmente para manutenção de peso. Estável a temperaturas elevadas, sem alterar a doçura.

TAUMATINA

Taumatina é um adoçante 100% natural extraída da fruta Katemfe, original do Sudão, no oeste Africano. A Taumatina foi documentada pela primeira vez em 1855 pelo cientista W.F. Daniell, que a descreveu como um poderoso adoçante que realça o sabor e aroma em alimentos e bebidas locais.

XYLITOL

Xylitol é um adoçante natural com o mesmo poder adoçante do açúcar, com quase metade das calorias e com baixo índice glicêmico. Xylitol pode ser utilizado para adoçar bebidas e preparar doces em geral.  Diferentemente do açúcar, o Xylitol é lentamente absorvido e metabolizado pelo organismo, característica de alimento com baixo índice glicêmico.

O ideal é sempre consumir os alimentos ou bebidas ao natural, mas caso precise adoçar, espero que saiba qual é a melhor opção para VOCÊ!!! E sempre utilize o mínimo necessário!!!

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”.

Bolo de fubá com goiabada

Por Roseli Rossi 

Esta receita é para quem adora um docinho, e se preocupa em manter com sua saúde e não quer aumentar suas gordurinhas!!

Super rápido de fazer e com ingredientes saudáveis e  básicos, vale a pena experimentar!!

Rendimento: 8 Porções

Modo de Preparo: Bata bem no liquidificador todos os ingredientes (deixe o fermento por último), exceto a goiabada. Despeje a massa em forma untada com manteiga de coco e coloque as fatias de goiabada cortada em cubinhos na massa. Leve ao forno médio (180 graus) por 40 minutos ou até assar. Sirva depois de frio.

Ingredientes

140 ml de Leite de Coco (Bebida)

3 Ovos de galinha (cru)

5 col. de sopa de farinha de aveia

1 col. de sopa de Manteiga de Coco

2 saches de adoçante em pó

1 col. de chá de essência de baunilha

½ col. de sopa de fermento químico (pó)

8 fatias finas de goiabada

 

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”.

Add to cart
AN