Será o fim dos sintomas da menopausa?

Saiba se a menopausa está chegando e como combater os calorões e outros sintomas!

Alerta: a menopausa não é uma doença, porém seus efeitos costumam ser muito desagradáveis. Saiba se essa fase da vida já começou pra você e como tratar os sintomas.

Vamos falar um pouco sobre a diferença entre pré-menopausa, menopausa e climatério conceitos distintos e que acabam causando confusão na hora de defini-los. Vamos tratar de todos, entretanto, precisamos agora nos concentrar no primeiro, a pré-menopausa seus sintomas e indicativos.

Ciclo reprodutivo da mulher

  • Menarca: corresponde a primeira menstruação e marca o início do período fértil, que vai durar até a menopausa, ainda que a diminuição de taxas hormonais diminua bastante a fertilidade feminina a partir dos 35 anos mais ou menos, o que se acentua com os primeiros sintomas da menopausa, a pré-menopausa.
  • Pré-menopausa: inicia nos anos anteriores da menopausa, por volta dos 45 anos e costuma durar de 3 a 7 anos.
  • Menopausa: tem como marco inicial a última menstruação, fim do período reprodutivo da mulher.
  • Climatério: tem início após o último ciclo menstrual.

Pré-menopausa

A menopausa meio que avisa que vai chegar, a mulher ao longo do tempo vai recebendo vários sinais de que alguma coisa mudou em seu organismo, essa fase de mudanças, causadas principalmente por alterações hormonais, são percebidas de formas diferentes pelas mulheres, mas as principais alterações são:

  • Fogacho ou calorão

Esse é um dos sintomas que mais incomodam, um calor que se concentra na parte superior do corpo, subindo pelo peito até o rosto, parece que não tem hora para acontecer, porém, à noite é que o bicho pega de verdade. Causa muita irritação em algumas mulheres, não é para menos.

  • Ciclo menstrual irregular

Os ciclos menstruais tendem a alterar em períodos, tornam-se mais longos ou mais curtos. Varia também a quantidade de fluxo, tende a diminuir com o tempo, até finalmente desaparecer. A imprevisibilidade pode se outra fonte de irritabilidade, pois as vezes os sintomas de que vai menstruar são claros, mas a menstruação nunca vem como antes.

  •  Irritabilidade e variações de humor

As alterações hormonais são as principais causas da irritabilidade e variação de humor, porém os outros sintomas acabam potencializando essas situações. Ninguém merece somar calorão, menstruação que não vem quando se espera e ciclos de hormônios que mais parecem uma montanha-russa.

  • Insônia

De novo as alterações hormonais são a principal responsável por esse sintoma. O calorão e a irritabilidade tornam o sono mais difícil ainda. Como mulher sofre, afff.

  • Secura vaginal

A diminuição do estrogênio os tecidos vaginais tendem a ficar mais secos que o normal, o que pode causar também desconforto durante o ato sexual.

  • Diminuição da libido

Durante a pré-menopausa é bastante comum a perda do apetite sexual. A própria diminuição de estrogênio ou desconforto durante o sexo devido à secura vaginal aceleram esse processo. Fica muito difícil a mulher achar que vai ter prazer durante o sexo.

Observe outros fatores físicos, emocionais e psicológicos que costumam aparecer na pré-menopausa:

  • infecção urinária;
  • alterações na memória e dificuldades de concentração;
  • depressão e ansiedade;
  • problemas e dores nas articulações;
  • pele seca;
  • queda de cabelo;
  • fraqueza nas unhas;
  • cansaço;
  • aumento de peso;
  • dores nos seios;
  • enxaqueca;
  • aceleração do batimento cardíaco;
  • pelos no rosto;
  • inchaço abdominal e constipação;
  • maior tendência a desenvolver a osteoporose.

É muita coisa que pode acontecer com nosso corpo, mas somos fortes e tem muitas maneiras para se passar por essa fase sofrendo menos. Tente antes de tudo manter uma rotina saudável de atividades físicas, de alimentação e procure administrar o estresse no trabalho e as relações afetivas. Procure sempre orientação de um ginecologista.

Tratamentos dos sintomas da pré-menopausa

Ainda que falemos em tratamentos, talvez não seja esse o termo mais adequado, dado que a menopausa não é uma doença. Em todo o caso, esse processo natural do corpo feminino causa desconfortos que podem ser amenizados com orientação médica. Vejamos alguns deles:

Tratamento de Reposição Hormonal (TRH)

Nesse tipo de tratamento para os sintomas da pré-menopausa a mulher faz a reposição do hormônio estrogênio. É importante que antes de iniciar esse tipo de terapia sejam feitos exames para verificar os níveis hormonais e uma análise clínica. Com isso, evitam-se vários sintomas, principalmente os calorões, alterações de humor, dores nas articulações, entre outros. Porém, muitas mulheres não se dão bem com esse tipo de tratamento, pois assim como não se adaptam a qualquer anticoncepcional, não conseguem ir bem também com o hormônio, tendo efeitos colaterais tão deletérios quanto os da própria menopausa.

Outras mulheres sentem-se inseguras com o tratamento hormonal por causa de um medo de desenvolverem câncer com o tratamento. O seu ginecologista é fundamental para amainar todas as suas dúvidas.

Antidepressivos

Alguns remédios antidepressivos podem atuar junto ao cérebro, estimulando a produção de serotonina, o que auxilia no controle dos calores da menopausa e melhora a qualidade de vida da mulher quanto a aspectos de ansiedade e depressão.

Nutrição e exercícios físicos

Dieta equilibrada, com alimentos que possam auxiliar o organismo na reposição dos hormônios, eleva as chances de a mulher sentir menos os impactos dos sintomas da pré-menopausa. Ao lado disso, estão as atividades físicas durante este período, que podem melhorar bastante a qualidade de vida durante esse período.

Tratamento com produtos naturais

Alguns produtos naturais são precursores de hormônios femininos, como o estrogênio. Outros atuam diretamente nos sintomas da depressão. Vitaminas melhoram as condições corporais, o que no geral refletem em diminuição de efeitos negativos da pré-menopausa.

Alguns produtos: óleos de gergelim, óleo de girassol, óleo de linhaça, óleo de borragem, óleo de prímula, óleo de cártamo, Gynseng, lecitina de soja, vitaminas E, vitaminas do complexo B, chá de folha de amora.

Compostos naturais e de óleos essenciais podem melhorar as condições da pré-menopausa, porém não é prudente dispensar aconselhamento médico apenas por serem produtos naturais, pois os mesmos podem ter outros efeitos colaterais, além de causar alergias em algumas consumidoras.

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Não brigue com o seu cisto de ovário

Sempre escuto no consultório, de pacientes que ainda não passaram em consulta comigo, queixas como: “tenho cistos nos ovários”, “tenho ovários policísticos”, “tomo pílula por causa do cisto”. Pois bem, meninas, saibam uma coisa: ter cisto no ovário faz parte da vida da mulher! Portanto, não sofram! E vou explicar o porquê.

Antes de tudo, vamos entender um pouco melhor os ovários.

Eles são órgãos fundamentais para o dia a dia de uma mulher, responsáveis por produzir hormônios que vão nortear suas funções femininas e guardar os ovinhos – os óvulos – para engravidar. A mulher já nasce com a quantidade de óvulos definida para a vida toda, e na puberdade conta com um número entre 300 e 500 mil deles.

A cada mês o organismo escolhe um desses óvulos para crescer e sair do ovário, na tentativa de encontrar o espermatozoide e gerar uma nova vida. Esse processo leva um ciclo todo e, se não der certo, a mulher menstrua.

A história é linda, mas quando você vai fazer um ultrassom, um pesadelo pode surgir.

Isso porque esse óvulo, que cresce, é um cisto na imagem que aparece na nossa tela. Para a gente, que faz o exame, parece uma bolinha com água dentro. Um cisto simples! Completamente benigno e que vai desaparecer em alguns dias. Só que algo tão inocente acaba virando um pesadelo quando vocês não são corretamente informadas, correm para a internet para descobrir o significado do resultado e pronto, passam a acreditar que têm cistos no ovários, ovários policísticos, enfim.

O susto é ainda maior quando uma paciente jovem vai fazer esse exame e, exatamente por ser jovem, tem muitos ovinhos nos ovários. Consequentemente, muitos cistos, pequenos, também benignos – o tal do ovário (micro) policístico. E ainda bem que eles estão lá, porque eles vão te ajudar a engravidar (caso seja a sua vontade, claro).

Mas por que então tanto tabu e medo quando se fala nisso?

Porque existe a SOP – Síndrome dos Ovários Policísticos. Importante frisar aqui que ter ovários policísticos é bem diferente de ter a Síndrome dos Ovários Policísticos.

Essa síndrome é uma alteração hormonal caracterizada pelo excesso de hormônios androgênicos (masculinos – por isso algumas pacientes apresentam excesso de pelos); pelos distúrbios menstruais (menstruação com intervalos maiores) e o aspecto policístico dos ovários no ultrassom.

A SOP traz consequências para o corpo e para a saúde da mulher, como obesidade, alterações nos índices de colesterol, pressão alta e maior propensão ao diabetes. Ainda assim, o problema desta síndrome não são os cistos em si, e sim um desequilíbrio hormonal. A SOP também atrapalha a fertilidade porque não permite a ovulação mensal como deveria acontecer.

Claro que vez ou outra pode aparecer um cisto com características benignas, porém muito grande, que dificilmente desaparecerá sozinho. Também aparecerá aqueles com características malignas, mas este diagnóstico, acredite, não será definido a partir de um exame de imagem. O que fazer a partir de um suspeita em relação a um cisto, a conduta tomada, será indicada por um especialista, já que cada cisto pede uma abordagem diferente.

Por fim, há ainda a chance de, em um ultrassom dos ovários, aparecer um nódulo. Esse nódulo pode também ser definido como um “carocinho” e possui características bem diferentes do cisto. No entanto, assim como os cistos, pode igualmente ser benigno ou maligno. Por fim, vale aqui também o conselho de não se desesperar com esse resultado. Espere e converse com o seu ou sua ginecologista, que te ajudará a entendê-lo.

Por: Rodrigo Ferrarese – Médico, especializado em uroginecologia, em endoscopia ginecológica (https://www.instagram.com/dr.rodrigoferrarese/)

Descubra o quanto a vitamina D influencia na sua vida!

O calor já chegou ao Brasil, e junto dele, é chegado o momento de renovarmos os nossos níveis de Vitamina D. Essencial para o nosso corpo, ela é 80% produzida por nós mesmas com auxílio do sol.

Ela pode ser classificada em cinco formas diferentes:

  • 1° – Vitamina D ou calciferol  se refere a sua fórmula química, e é genericamente atribuído a vitamina D2 e a vitamina D3;
  • 2° – Vitamina D2 ou ergocalciferol – vitamina D de origem vegetal, e um dos tipos de suplementos encontrados;
  • 3° – Vitamina D3 ou colecalciferol – essa é a vitamina D de origem animal, e o outro tipo de vitamina D encontrado na forma de suplemento. Segundo pesquisas recentes, a vitamina D3 é melhor aproveitada pelo organismo em comparação a vitamina D2 (Ergocalciferol);
  • 4° – Calcidiol – representada pela nomenclatura química 25-hidroxivitamina D ou 25-(OH)D. Esse nome é dado para a vitamina D presente nos organismos depois de ser absorvida pelo fígado e disponibilizada na corrente sanguínea. O que significa que esse será o nome que você irá encontrar em pedidos de exames;
  • 5° – Calcitriol – representada pela nomenclatura química 1,25-dii-hidroxivitamina D ou 1,25 (OH)2D. Esse é nome de quando a vitamina D já está apta a promover os benefícios ao organismo.

Os seus benefícios são diversos, agindo positivamente em múltiplos pontos do organismo:

  • Melhora da composição corporal;
  • Prevenção de doenças ósseas como a osteoartrite, osteomalácia, osteopenia e raquitismo;
  • Prevenção da perda de massa muscular;
  • Adequada manutenção da estrutura cardíaca;
  • Diminuição de quadros inflamatórios no organismo; 
  • Menores chances de autismo;
  • Tratamento da esclerose múltipla;
  • Função imunológica.

Por mais que muitas vezes, justamente pelo forte sol do verão, nós acabemos absorvendo menos quantidade de vitamina D, é essencial que tenhamos ao menos 15 minutos diários de exposição solar.

Mas claro, isso deve ser feito com cuidado, expondo-se ao sol apenas até às 10h, no período diurno, ou após as 16h.

Alimentação

Outra forma muito interessante de garantir vitamina D é por meio da alimentação:

  • Peixes gordurosos de águas profundas e geladas (salmão, cavala, sardinha, óleo de fígado de bacalhau);
  • Alimentos de origem vegetal como leveduras, fungos e cogumelos (Shiitake);
  • Ovos;
  • Leite e derivados.

Suplementação

Além do mais, você pode garantir que o seu nível de vitamina D esteja sempre em dia, principalmente por meio da devida suplementação.

Dessa forma, você poderá se expor ao sol sem tanta frequência com garantia de que estará saudável.

Saiba mais: https://blog.vhita.com.br/preco-da-vitamina-d/

Por: Jéssica Mayara (@jessica.mjornalista) – jornalista, redatora de conteúdo para site e redes socias.

Menopausa: um tabu no empoderamento feminino

Somos mais de 20 milhões de mulheres no mercado formal de trabalho no Brasil e diante de inúmeros desafios, como a equidade salarial, cargos de liderança, e dupla jornada, ainda temos o desafio velado chamado Menopausa.

Assunto quase proibido entre as próprias mulheres, a menopausa pode sim trazer um grande impacto para o empoderamento feminino. Isso porque os efeitos do desbalanço hormonal no corpo da mulher impactam negativamente não só na disposição, memória ou sono mas, no ambiente de trabalho, tem uma grande parcela de culpa na diminuição da autoconfiança.

Tanto se fala sobre os vieses inconscientes e diversidades, e pouco se aborda sobre os comentários maldosos feitos à boca miúda entre os participantes de uma reunião, a um pedido da mulher madura para diminuir a temperatura do ar condicionado, ao suor aparente ou ainda às perdas repentinas de memória.

Me chama a atenção o fato de que a expectativa de vida das mulheres aumentou, de que elas conquistam cada vez mais independência e infelizmente ainda se vejam inseguras ao lidar com esse assunto, somando isso às dificuldades já enfrentadas no mercado de trabalho e na vida.

Como médica também me surpreendo de que poucas mulheres sabem que o climatério vai muito além das questões ginecológicas e deve ser tratado com um olhar holístico em todas as suas esferas. A idade da menopausa não mudou apesar de todas as evoluções dos anos e a mulher precisa aprender a lidar com o fato de viver, pelo menos, 1/3 de sua vida sem a produção fisiológica dos hormônios femininos, porém sabendo que tem a opção de contornar suas consequências.

No consultório ouço com muita frequência o quanto as mulheres acabam tentando esconder ao máximo o que estão sentindo para não parecerem velhas, vulneráveis ou improdutivas em seu ambiente de trabalho.

Num momento em que pesquisas indicam que companhias que possuem ao menos uma mulher em seu time de executivos são mais lucrativas , isso porque essas empresas tem 50% mais chances de aumentar a rentabilidade e 22% de crescer a média da margem ebitda, levanto a bandeira para que mais empresas e líderes incluam a questão do preconceito à mulher madura em suas pautas de igualdade.

Mas, mais que isso, quero trabalhar ainda para lembrar às mulheres de que elas têm na medicina uma aliada, através da avaliação e conduta médicas individualizadas, colaborando para que se mantenham produtivas, empoderadas e no auge de suas atividades sociais e profissionais, sem se renderem à mais uma cruel imposição velada da sociedade.

Dra. Daniela Miranda – Endocrinologista formada pela Universidade Federal do Pará, com residência médica e  doutorado pela Santa Casa de São Paulo e fundadora do Projeto 40+Linda, que promove de maneira pioneira, um olhar holístico à saúde da mulher acima dos 40 anos com a união de três especialidades médicas (endocrinologia, ginecologia e dermatologia), em atendimento conjunto e multidisciplinar.

Clínica Merit
Rua Mato Grosso, 306. Conj:1614- Higienópolis, São Paulo-SP.
Whatsapp (11) 9 9184-5481
Instagram: @40maislinda

A vida rosa depois dos 40

Mais um outubro acaba e, com ele, todas as cores rosas espalhadas pela cidade. Não quero falar mais uma vez sobre o câncer de mama porque nesse mês, vocês já devem estar cansadas dele. 

Mas precisamos continuar falando de prevenção o ano todo! Apesar do câncer de mama ser o mais frequente nas mulheres (depois do câncer de pele), a atenção não deve estar voltada só à ele. Outros tipos de câncer também acometem bastante esse público,  como o câncer do colo do útero,  do estômago e do intestino. 

Porém, não adianta vocês se atentarem para essas doenças, ter a mamografia em dia e, de repente, passar por um infarto agudo ou um acidente vascular cerebral (AVC). Isso porque todas se assustam com essas doenças mais temerosas, mas não se atentam para a principal causa de morte no mundo: as doenças cardiovasculares. 

Com a finalidade de orientar sobre os cuidados com sua saúde, trago alguns dos exames mais importantes aos quais a mulher de 40 deve ser submetida além da mamografia. 

Claro que a escolha dos procedimentos só deverá ocorrer após uma avaliação clínica individual e que aqui são apenas algumas sugestões para esclarecer a importância de cada um deles.

O exame colpocitológico – ou Papanicolaou, para os mais íntimos – é fundamental para diminuir a incidência do câncer do colo uterino. Ele detecta algumas alterações nesta região antes de elas virarem câncer.  Hoje existem algumas opções mais modernas, como a captura híbrida de HPV e a genotipagem do HPV, cujas intenções são similares, mas o bom e velho “papa” já ajuda bastante! 

Para as mulheres de 40 que já entraram na menopausa, a densitometria óssea é importante para identificar alterações na composição do osso, como osteopenia ou osteoporose. Com isso, permitir um acompanhamento melhor para evitar fraturas na terceira idade. Ainda para aquelas no climatério, um perfil hormonal ajuda a entender melhor essa fase e como aliviar melhor seus sintomas. 

Outro exame que pode ser pedido nessa faixa  etária,  mas mais comumente após os 50 anos, é a colonoscopia. Com ele, é possível localizar lesões, como pólipos intestinais, que se não retirados, podem causar o câncer colorretal. Uma alternativa mais fácil,  porém não melhor, é  a pesquisa de sangue oculto nas fezes.

Ainda, alguns exames laboratoriais são fundamentais, como a glicemia (para diagnosticar diabetes) e colesterol total e suas subdivisões.  Quando há diabetes ou dislipidemia, o risco de doença cardiovascular aumenta!

Para as fumantes, um raio-x do tórax permite visualizar possíveis alterações pulmonares, e para as já portadoras de diabetes, dislipidemia ou hipertensão,  um eletrocardiograma é indicado para ver como o coração está.

As ultrassonografias, incluindo a transvaginal,  não são indicadas de rotina, mas se feitas, permitem uma avaliação da área em específico,  sem riscos associados ao exame. Atenção: o ultrassom de mamas não substitui a mamografia!

Por fim, vou repetir um pouco do mesmo, mas de suma importância: tanto para o câncer como para as doenças cardiovasculares, o mais  importante é a prevenção primária.  Sim, já está comprovado que uma vida saudável,  com sono em dia, com atividades físicas constantes e com alimentação adequada pode afastar essas enfermidades. Claro, além de cessar o tabagismo. 

É muito mais difícil tratar uma doença quando ela aparece. Vamos tratar suas causas para dificultar o seu aparecimento.

Por: Rodrigo Ferrarese (ginecologista)

Colágeno Verisol – por que ele é a opção mais indicada?

Você já viu aqui no Mulheres de Quarenta o que é colágeno, para o que serve e qual o tipo mais indicado para ser utilizado: verisol. Hoje, você vai aprender especificações desse tipo de colágeno, que é muito procurado por pessoas que querem dar um verdadeiro up em sua saúde e aparência física.

O que é e sua atuação

Colágeno Verisol é o nome dado ao suplemento natural proteico de peptídeos bioativos de colágeno do tipo 1, contando com uma série de aminoácidos livres benéficos para o organismo. Entre os seus múltiplos benefícios, podemos encontrar principalmente o combate aos sinais de envelhecimento de unhas, pele e cabelo.

O organismo absorve os seus aminoácidos livres para auxiliar na formação da matrix extracelular da derme e estrutura da epiderme (camadas da pele). 

Indicação

O colágeno verisol é ideal para diversas fases da vida, cada uma com um propósito diferente.

Tanto mulheres quanto homens podem usá-lo, sendo muito indicado a partir dos  25 anos de idade em prol da prevenção de sinais de envelhecimento precoce no corpo.

Já quando é atingido o número de 35 anos, o suplemento é passado para a prevenção e tratamento de sinais do envelhecimento que passam a surgir nessa idade, como linhas de expressão.

Agora, aos 40 anos, ele é ainda mais recomendado para o tratamento de rugas, flacidez e queda de cabelo.

Contraindicação

Essa categoria de colágeno é natural, portanto não há contraindicação para o consumo. Porém, tanto ele como qualquer outro suplemento é essencial que um médico ou nutricionista sejam consultados antes do início do uso.

Dica

Na hora de escolher a marca do colágeno verisol para comprar, é essencial que você opte por uma opção 100% natural, para garantir a procedência do produto. Uma opção super viável é o colágeno da marca Vhita, que é composto completamente pelo colágeno verisol, sem qualquer tipo de outro conservante.

Se você quiser saber mais sobre o tema, acesse: https://blog.vhita.com.br/colageno-hidrolisado-melhor-marca/ 

Por: Jéssica Mayara (@jessica.mjornalista) – jornalista, redatora, revisora e gestora de redes sociais. 

Chega de pão. Veja os alimentos que saciam a sua fome!

Pão na chapa e café com leite: o famoso café-da-manhã brasileiro, principalmente quando falamos da cidade de São Paulo, polo comercial em que o corre corre faz com que não tenhamos tempo sequer de comer em nossas casas, precisando geralmente nos alimentar durante o caminho. 

Porém, apesar do pãozinho francês ser uma delícia, ele e qualquer outro tipo de pão podem ser super calóricos, não sendo indicados em alguns tipos de dieta.

Porém, há uma grande variedade de alimentos que podem substitui-los e deixar você bem saciada após comer. Confira alguns:

  1. Aveia

Com alta quantidade de fibras que se expandem no organismo, a aveia demora um pouco para ser digerida, aumentando a sensação de saciedade.

2. Banana

Além de ser uma das frutas mais práticas de comermos, a banana é uma grande fonte de fibras que proporciona sensação de saciedade.

3. Maçã

Rica em pectina, tipo de fibra que faz com que tenhamos saciedade, a maçã além de tudo é um alimento para lá de nutritivo.

4. Iogurte grego

Cheio de proteína e pouco calórico, a maior vantagem desse iogurte é o fato de que ele pode ser consumido entre as refeições, o que faz com que ele aumente a sensação de saciedade.

5. Queijo cottage

Com baixo teor de gordura e poucas calorias, o queijo cottage é mais um que faz com que haja a sensação de saciedade. Ele pode ser consumido temperado com manjericão, por exemplo, que fica delicioso.

Observações:

Apresentamos para vocês apenas algumas dicas de alimentação, porém se você quiser realmente emagrecer, procure um nutricionista que te passará a dieta correta.

Ômega 3 auxilia no tratamento do câncer de mama

Você já viu aqui no Mulheres de Quarenta os diversos benefícios em suplementar o elemento ômega 3, mas hoje, trazemos para você uma função não muito falada dele, mas que é super importante: benefício no tratamento do câncer de mama.

Sabemos que o tratamento do câncer de mama envolve uma série de medicações e procedimentos muito fortes, portanto, saber que algo natural pode ser útil para essa doença é um grande passo, já que ele não gerará qualquer efeito colateral.

Uma vez que estamos em outubro, mês que acontece a famosa campanha Outubro Rosa, que tem como intuito salientar a necessidade de um diagnóstico rápido em casos de câncer de mama e ressaltar a importância de hábitos saudáveis, temos a oportunidade perfeita para falar do assunto.

Para começar a refletir sobre isso, devemos pensar nos benefícios gerais que ele agrega ao corpo, tendo como um dos principais a redução no processo inflamatório do organismo. Essa característica ligada ao fato de que os tumores malignos surgem relacionados a processos inflamatórios, já é o primeiro indício de que o ômega 3 pode ser realmente importante.

Algumas pesquisas ao redor do mundo, como na Universidade de Medicina de Lisboa, afirmam exatamente a ação positiva do ômega 3 em tratamentos do câncer, elas mostram que ele age na supressão do desenvolvimento do tumor, redução de riscos de manifestação da doença e melhora do bem estar do paciente.

Porém, mais do que simplesmente suplementar, é necessário que esse elemento seja de vez incluído na alimentação por meio de uma alimentação saudável, o que aponta a necessidade da ação de um nutricionista no caso.

Procure um nutricionista, informe-se sobre qual a melhor forma de se alimentar ao ser diagnosticada com câncer, e procure ômega 3 de qualidade, como o disponibilizado na loja Vitha: https://blog.vhita.com.br/omega-3-como-escolher-e-marcas-recomendadas/  

Por: Jéssica Mayara (@jessica.mjornalista): jornalista, atua com produção de conteúdo para redes sociais e blogs, e assessoria de comunicação!

Outubro Rosa: alerta em prol do diagnóstico do câncer de mama

Outubro é o mês lembrado como outubro rosa, campanha para salientar a importância da prevenção e do diagnóstico ágil e preciso do câncer de mama, doença mais comum entre as mulheres pelo mundo e no Brasil, ficando atrás apenas para o câncer de pele não melanoma, de acordo com o INCA.

É essencial para todas as mulheres que estejam atentas aos sinais e sintomas da doença, principalmente após os 50 anos, para que caso haja qualquer alteração suspeita, seja feita a devida identificação o quanto antes.

Para isso, é  importante que você vá ao médico anualmente, e o quanto antes no caso de aparecer qualquer um desses sintomas: edema cutâneo (na pele), semelhante à casca de laranja; retração cutânea; dor; inversão do mamilo; hiperemia; descamação ou ulceração do mamilo; secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea.

Durante todo o outubro rosa, há diversas campanhas para falar sobre o assunto, inclusive por meio de locais governamentais, como é a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – Auditório Franco Montoro) que realizará um evento logo no primeiro dia do mês, uma terça-feira.

Juntamente com o deputado estadual Altair Moraes, será realizada a abertura oficial da campanha a partir das 19h.

Dentre os apoiadores dessa bela iniciativa, está o Mulheres de Quarenta e o La Pasta Gialla, fortalecendo a necessidade do devido diagnóstico.

O evento é aberto ao público e contará com a participação de médicas especializadas no assunto para você aprender mais sobre e cuidar de sua saúde da melhor forma. Confira o evento: https://www.facebook.com/events/2463726087245435/ 

Descubra os benefícios dos chás e quais tomar!

Chás, uma terapia milenar muito usada principalmente em países asiáticos e com uma série enorme de benefícios para o corpo e a mente. Feito geralmente por meio de infusão, que é quando você ferve água e depois coloca as plantas e abafa, o chá conta com compostos bioativos do grupo dos polifenóis. 

Esses elementos são substâncias com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, gerando uma série de benefícios, inclusive como a melhora de doenças degenerativas, redução da inflamação sistêmica e do estresse oxidativo, prevenção do ganho de peso e de doenças como hipertensão e cardiovasculares.

Pensando nisso, o Mulheres de Quarenta separou para você os 3 principais ingredientes para fazer chá e ter um grande número de benefícios: 

1 – Manjericão

Benefícios: Melhora na digestão e redução da glicemia de jejum e após a alimentação, auxilia na redução do colesterol no sangue, age como um calmante amenizando a ansiedade e insônia, ameniza tosses alérgicas, gripes e resfriados.

Contra-indicação: gestantes, crianças menores de 6 anos, pessoas com gastrites e úlceras gastroduodenais, síndrome do cólon irritável, colites, hepatopatias, epilepsia, Parkinson e hipoglicemia.

2 – Chá verde

Benefícios: Auxilia a desintoxicar o fígado, combate radicais livres, estimula a diurese e a termogênese (acelera a quebra de gordura no corpo). 

Contra-indicação: Grávidas, crianças, pessoas com gastrite, úlceras gastroduodenais, com sistema cardiovascular debilitado, doenças renais e hipertireoidismo, ansiedade, insônia e taquicardia.

3 – Camomila

Benefícios: Calmante, auxilia a cicatrização de feridas e corte, antisséptico, antialérgico, anti-inflamatório, redução de cólica, regulação do sistema digestivo, controle da ansiedade e insônia, regulação do sistema respiratório e redução de sintomas irritantes na pele, como picadas de inseto ou dermatites.

Contra-indicação: Gestantes.

Observações: É imprescindível que os chás sejam adquiridos de um local confiável, garantindo que ele seja 100% puro, como é o caso da Vhita. Saiba mais sobre essa marca: https://blog.vhita.com.br/tomar-cha-e-bom-pra-que/ 

 

 

Conheça os benefícios do Whey Protein

Quando falamos sobre suplementação alimentar, um dos elementos mais utilizados, é o whey protein, que nada mais é do que a proteína presente no soro do leite.

Essa proteína contém um enorme valor biológico e é essencial para o corpo humano, se dividindo em caseína, lactoalbumina e imunoglobulinas, além de contar com aminoácidos de cadeia ramificada, denominados popularmente como BCAA.

Entretanto, apesar de a caseína corresponder a 80% da proteína do leite, são os demais elementos que são utilizados na composição do whey protein.

Benefícios

O whey protein é super utilizado principalmente por auxiliar o organismo a se recuperar de esforços físicos, e assim, reforçar o ganho de massa muscular.

Porém, se você acredita que ele é bom apenas para as pessoas que realizam exercícios físicos, saiba que você pode estar bem enganado.

Isso porque, ele ainda é capaz de realizar uma proteção contra as bactérias, fortalecer o sistema imunológico, prevenir doenças cardiovasculares e osteoporoses, melhorar a microbiota intestinal, reduzir o apetite, auxiliar na perda de peso após cirurgia bariátrica, melhorar a ansiedade, aprimorar a resposta do corpo a insulina, reduzir a pressão arterial e vários outros.

Categorias

Porém, apesar desses inúmeros benefícios, é necessário ressaltar que há 3 tipos de whey protein diferentes principais, cada qual com suas especificidades e pontos fortes. São eles: concentrado (contém mais gordura do que as demais), isolado (maior concentração de proteína e menos gordura) e hidrolisado (indicado em casos de doenças que dificultem a absorção dos nutrientes).

Dúvidas de como escolher entre essas categorias? Confira aqui: https://blog.vhita.com.br/como-escolher-whey-protein/

Colaboração: Jéssica Mayara (@jessica.mjornalista): jornalista, atua com produção de conteúdo para redes sociais e blogs, e assessoria de comunicação!

Descubra como aliviar os sintomas da menopausa

A menopausa é um período natural que atinge todas as mulheres começando geralmente a partir dos 40, porém varia muito a idade em cada caso. Para várias é uma época de muito incômodo, não à toa, uma das seguidoras do Mulheres de Quarenta solicitou que fizéssemos uma publicação sobre o assunto. Sendo assim, hoje trazemos para você algumas formas de aliviar os sintomas da menopausa. Confira:

Aceitação

A primeira medida para ser tomada durante a menopausa é aceitá-la. Como ela marca o fim da fase reprodutiva da mulher, em muitos casos há dificuldade em aceitá-la justamente por isso. Portanto, conte com o suporte das pessoas próximas a você, desabafe e procure técnicas que possam te ajudar nesse caso, como a terapia.

Atividades Físicas

Durante a menopausa, um ponto que pode te ajudar bastante é praticar atividades físicas. Além dos benefícios que já conhecemos, como melhora no condicionamento e no humor, durante a menopausa um dos pontos é que geralmente há aumento de peso por conta da queda hormonal.

Um tópico essencial no assunto é que durante a menopausa as chances de pressão alta e diabetes são maiores, e durante a atividade física elas podem ser reduzidas.

Uma das grandes reclamações da mulherada é sobre as ondas de calor, e segundo um estudo da Universidade Estadual da Pensilvânia , nos EUA, apenas 30 minutos de exercícios por dia já podem reduzi-las.

Alimentação Saudável

O ato de manter a alimentação balanceada é falado durante todas as fases da vida, mas na menopausa é super necessário ressaltá-lo.

É essencial que os alimentos diários sejam saudáveis e de uma forma em que ajude a prevenir doenças, melhorar imunidade, equilibrar balança e reduzir risco de doenças como diabetes e hipertensão.

Dessa forma, quando entrar na menopausa é importante procurar o auxílio de um nutricionista, para que ele possa orientar qual tipo de alimento pode ajudar melhor nessa fase.

Manter o Corpo Fresco

Por conta das ondas de calor e a sudorese, é essencial manter algumas pequenas táticas para aliviá-los. O uso de roupas frescas e com tecidos leves é a primeira ação que deve ser adotada.

Você pode ingerir bebidas refrescantes, como sucos e chás gelados. Além disso, borrifar água fresca em si própria e molhar partes específicas no corpo como nuca e pulso, é uma ótima forma de se manter mais confortável e refrescada.

Ame-se acima de tudo

Durante a menopausa, uma forma de reduzir o estresse e os demais sintomas de humor é cuidar de si mesma e colocar as suas vontades em grande prioridade. Faça as atividades que mais ama, procure um curso que goste para distrair e mantenha os sentimentos sempre bem cuidados.

Dessa forma, a sua autoestima irá melhorar e você se sentirá mais acolhida consigo mesma.

Cinco mitos sobre jejum intermitente

Pesquisador esclarece as principais controvérsias a respeito do assunto

O jejum intermitente pode ser denominado como um padrão alimentar com períodos de jejum e alimentação, algo natural e saudável. O Dr. Juliano Pimentel, formado em medicina e fisioterapia, pesquisador, mestre e doutorando pela Flórida Cristian University, desvendou 05 mitos sobre o assunto. Entre os dias 31 de maio e 1 de junho, o especialista estará em São Paulo para participar do World Pro Health Conference (WPHC), evento de padrão internacional sobre inovações em medicina integrativa e de precisão, biotecnologia e genoma.

Confira os 05 mitos sobre jejum intermitente e frequência alimentar:

  1. Pular o café da manhã engorda


Intuitivamente, a maioria das pessoas acredita que não tomar o café da manhã vai aumentar a fome e, consequentemente, provocar o ganho de peso. No entanto, um estudo publicado em 2014 comparando 283 pessoas obesas e com sobrepeso, um grupo que consumiu café da manhã e outro que fez jejum. Após um período de 16 semanas, não houve diferença de peso entre os grupos. Esse estudo mostra que não faz qualquer diferença para perda de peso, consumir ou não o café da manhã, embora possa haver alguma variabilidade individual.

2. Comer frequentemente reduz a fome

Algumas pessoas acreditam que comer várias vezes ao dia ajuda a evitar a fome excessiva. Apesar de alguns estudos sugerirem que fazer mais refeições leva à redução da fome, outros não apresentam efeitos e mostram aumento dos níveis de fome. Não há evidência que confirma que comer mais, reduz a fome para todas as pessoas. Vai depender do histórico de saúde de cada indivíduo e dos alimentos. Em contrapartida, o jejum tem relação com a redução da fome.

3. “Saco vazio não para em pé…”

Muitos de nós crescemos ouvindo que precisaria comer ou passaria mal. No entanto, nenhum animal na natureza precisa se alimentar para fazer uma atividade intensa quando necessário, simplesmente por ser um caso de vida ou morte. Nosso corpo possui uma reserva de energia incrível, mas com a rotina moderna esses mecanismos de adaptação estão todos travados por conta de uma alimentação que joga contra nossa saúde. 

4. Jejum intermitente faz você perder músculo

Alguns acreditam que o jejum pode colaborar para a perda muscular. É verdade que isso acontece com dietas em geral. Mas não há nenhuma evidência de que isso ocorre mais com o jejum intermitente do que outros métodos. Alguns estudos sugerem que o jejum intermitente é melhor para manter a massa muscular pela alteração do padrão hormonal de quem o faz.

5. Jejum intermitente faz a pessoa comer demais e gera compulsão alimentar

Há quem diga que o jejum intermitente não causa perda de peso porque faz com que a pessoa coma em excesso durante os períodos de alimentação. Realmente, após o um jejum, existe a tendência de ingerir mais alimentos compensando as calorias “perdidas”. No entanto, o jejum intermitente reduz a ingestão alimentar global enquanto estimula o metabolismo. Também reduz os níveis de insulina e aumenta o hormônio de crescimento humano até cinco vezes.

Devido a esses fatores, o jejum intermitente contribui para a perda de gordura, sendo reconhecido como uma das ferramentas mais poderosas do mundo para a redução de peso e promoção de saúde. 

Implante de reposição hormonal para mulheres de quarenta

Muito é falado sobre a Terapia de Reposição Hormonal para as mulheres de quarenta, isso porque, conforme envelhecemos, o nosso corpo diminui a produção de diversos hormônios, o que pode acarretar mudanças inconvenientes em nosso corpo.

Porém, apesar de muitas mulheres maduras precisarem fazer essa reposição, nem sempre elas se sentem à vontade de aplicar ou ingerir as doses periodicamente, seja por esquecimento ou por vontade de ter algo mais prático.

Pensando nisso, há alguns anos foi criada uma outra opção que tem se popularizado cada vez mais, que é o implante hormonal bioidêntico, chamado geralmente de “chip hormonal”, um material de silicone semipermeável, do tamanho de um palito de fósforo (cerca de 4 a 5 cm), que é colocado sob a pele na região do braço ou nas nádegas.

Aplicado de forma indolor por conta da anestesia local, o procedimento de inserção dura menos de 10 minutos. De forma segura, ele passa a jogar na corrente sanguínea os hormônios necessários para a pessoa de acordo com as suas particularidades, e também na dose devida.

Ele é muito indicado para diversos fins da saúde, desde como método contraceptivo, como também para mulheres que tenham endometriose, adenomiose, miomas, TPM, e também para a fase da menopausa.

Dentre os diversos efeitos gerados por ele, é possível salientar a melhora na libido por conta do aumento da testosterona feminina, eliminação de cólicas e TPM, aumento na disposição… Porém, tal como a própria ingestão de hormônios, em que é possível ter alguns efeitos colaterais, com esse método também há a possibilidade de reações como sangramento irregular e oleosidade da pele.

Entretanto, essas reações são reduzidas, uma vez que o hormônio é bioidêntico, isto é, com estrutura molecular igual aos hormônios produzidos pelo próprio organismo. Isso é possível, uma vez que ele é produzido por meio de amostras de urina de mulheres e homens.

Além dos benefícios médicos, há alguns também estéticos, porém, eles são secundários. Há alguns anos, houve uma grande polêmica nesse assunto, por muitas pessoas famosas estarem utilizando o método apenas para fins de beleza, fazendo até que ele fosse apelidado como “chip da beleza”. Entretanto, ele só deve ser utilizado em casos de saúde mesmo.

Se interessou? Procure seu médico, converse com ele e analise os prós e contras de usar o implante hormonal e a necessidade real disso.

Colaboração: Jéssica Mayara (@jessica.mjornalista)

5 dicas para se manter saudável após os quarenta

Ser uma mulher de quarenta á maravilhoso, porém, como todas as fases, também conta com as suas particularidades referentes a saúde. É por conta disso, que a mulher ao atingir essa idade precisa ficar atenta a seu corpo, para mantê-lo cada vez com mais pique, disposição e funcionando com toda a sua capacidade.

Para ser saudável, mais do que simplesmente seguir essas dicas que vemos em revistas de moda de como manter o peso, é importante entender que é o combo de diversas ações que possibilitam um corpo com vitalidade.

Separamos para você cinco dicas para se manter saudável:

1 – Fazer exercícios físicos

Quando falamos em exercícios físicos, muitas pessoas já imaginam que é para manter o corpinho dito como ideal, porém, o foco em si que queremos salientar não é esse. Quando colocamos nosso corpo em movimento por meio de exercícios, nós conseguimos benefícios na disposição, no funcionamento dos órgãos, na respiração e muitos outros. Portanto, é importante procurar um tipo que mais te agrade para começar a por em prática.

2 – Manter uma boa alimentação

Se alimentar de forma saudável é algo que deveríamos começar o mais cedo possível. Por meio de uma alimentação regrada, você consegue manter cabelo, peles e unhas da melhor forma possível, o seu corpo passa a funcionar melhor, e você ainda consegue ficar com uma saudade equilibrada, cheia de vitaminas e se mantendo longe de diversas doenças.

3 – Cuidar da pele

Cuidar da pele é muito mais do que tentar dar adeus às rugas, e sim, garantir que ficará com um rosto com viço, saudável e o melhor, longe de doenças que podem afetá-lo, como o câncer de pele. Portanto, é essencial visitar um bom dermatologista, fazer os exames devidos, e usar os produtos recomendados, começando por claro, o protetor solar.

4 – Atentar-se ao seu emocional

Quando falamos que cuidar da saúde envolve um combo, também agregamos nisso a saúde emocional, que é um dos pontos principais para se manter devidamente saudável. Para isso, é importante se atentar aos seus pensamentos e sentimentos, procurar fazer coisas que você goste, como a leitura de um bom livro, assistir uma série bacana, ir a lugares que se sinta bem e à vontade. E caso sinta-se com vontade, procurar um profissional da saúde mental, como um psicólogo.

5 – Médicos em dia

Muitas pessoas são negligentes com médicos e só vão quando o problema aparece, porém, é importante cuidar da prevenção consultando médicos periodicamente, refazendo exames, dando aquele check up e garantindo que ficará tudo bem. Desta forma, você pode descobrir doenças que ainda estão no começo e será muito mais fácil de tratá-las.

Colaboração: Jéssica Mayara (@jessica.mjornalista)

Prevenção do Câncer de Mama

Oi, meninas. Vamos falar sobre saúde hoje?

Com intuito de ressaltar a importância de um diagnóstico devido, nesta segunda-feira, dia 8, foi instituído o Dia Mundial de Combate ao Câncer. E nós, do Mulheres de Quarenta, gostaríamos de ressaltar sobre um dos cânceres que mais atingem as mulheres: Câncer de Mama.

Atualmente, ele é o segundo tipo de câncer mais comum para as mulheres, ficando atrás apenas do Câncer de Pele Não Melanoma. Só em 2019, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 59.700 novos casos da doença são estimados.

Segundo Débora Vivaldi, do Amor em Mechas, o diagnóstico rápido é essencial. “Quando você tem um diagnóstico de câncer não significa que você tem uma sentença de morte. Tudo vai depender do estágio que você adquire a doença, e assim, a prevenção tem muito a ver com isso. Quanto mais rápido você pega, mais rápido é o tratamento e a probabilidade de cura é maior também”.

Os sintomas principais são nódulos, seja na mama ou nas axilas, dor na região, e alterações na pele da mama.

A taxa de risco de adquirir essa patologia é de 56,33 mulheres a cada 100 mil, sendo que a faixa etária principal é de 40 a 60 anos. Portanto, é essencial que a partir dos 40 anos de idade, a mulher mantenha os seus exames em dia, tanto no médico quanto o autoexame em casa (Veja o passo a passo de como realizar).

O Mulheres de Quarenta apoia o Amor em Mechas e o Mamas do Amor.

Colaboração: Jéssica Mayara (@jessica.mjornalista)

Os perigos dos alimentos processados

Os mercados, fast foods, lanchonetes, oferecem cada vez mais opções de alimentos processados e ultraprocesssados. Estes alimentos são práticos, porque já estão prontos para o consumo, muito palatáveis e extremamente viciantes. Agora, o que muita gente não sabe é que por traz destes pacotes, estão substâncias muito nocivas à saúde e de nutrientes que é bom, nada!!

Alimentos processados e ultraprocessados que aqueles que são submetidos a vários processos tecnológicos, elevadas temperaturas, com adição de altas concentrações de sal, açúcar, gordura e substâncias químicas (conservantes, corantes e aditivos). Com muitas calorias procedentes de carboidrato e gorduras, pobres em proteínas, vitaminas, minerais e fibras.

Sendo assim , quando consumidos com muita frequência e quantidade podem aumentar o risco de obesidade, Diabetes II, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e câncer.

Abaixo, sugiro algumas substituições mais saudáveis, que apesar de dar um pouquinho mais de trabalho para elaborar, vão oferecer muito mais saúde para você e sua família!! Pense nisto e faça a troca!!!

 

OPÇÕES DE SUBSTITUIÇÕES DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS PARA SAUDÁVEIS

ULTRAPROCESSADOSOPÇÕES SAUDÁVEIS
Salgadinhos de milho (fandangos)Espiga de milho

 

Batata chips e salgadinhos de batata doceRaízes (mandioca, batata doce)
Embutidos (presunto, salame, salsichas)Ovos

 

Nuggets, almôndegas, hambúrgueres congeladosFilé de frango, peixe

 

Biscoitos recheadosFrutas naturais, desidratadas
Pães recheadosCoco fresco, mix de vegetais (cenoura, pepino, tomate)
Macarrão instantâneoMacarrão com molho de tomate natural
Sopa industrializadaSopas caseiras (frango, batata, couve, cenoura)
Bolos industrializadasBolos caseiros (aveia, ovos, leite, etc.)
Queijos e pasta /cremes prontosPatês de frango, berinjela grelhada
ManteigaAzeite de oliva
Refrigerantes e sucos artificiais (caixinha e em pó)Água de coco e sucos de fruta natural
Temperos prontosCebola, alho, salsinha, cebolinha

 

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”

Tudo sobre o colágeno

O QUE É O COLÁGENO?

É uma proteína animal de importância fundamental na constituição do tecido conjuntivo é um tecido de conexão, ou seja, faz parte do tecido de sustentação de pele, tendões, ligamentos, cartilagens, ossos e preenche espaços entre os tecidos, além de nutri-los.

Constitui 25% a 30% do total das proteínas de todo corpo.

FORMADO POR?

Aminoáciodos: glicina, prolina e lisina em formato de tripla hélice.

QUAIS OS TIPOS DE COLÁGENOS?

Existem 12 tipos clageno tipo I, até XXIX (29).

Colágeno Tipo I

É o mais comum: está presente nos ossos, tendões e pele.

Colágeno Tipo II

Presente nos discos intervertebrais, olhos e cartilagem. Indicado para tratamento de artrose, por ajudar a recompor a cartilagem das articulações.

Colágeno Tipo III

Presentes em músculo liso, orgão, artérias, fígado, útero e camadas musculares do intestino.

Colágeno Tipo IV

Presente nas lentes da cápsula ocular, glomérulos.

Colágeno Tipo V

Interior dos órgãos. Sua missão é dar o poder de esticar e resistir.

Colágeno Tipo VI

Está presente no sangue, camada íntima da placenta.

Colágeno Tipo VII

Está presente nas membranas corioaminióticas e na placenta.

Colágeno Tipo VIII

É endotélio.

Colágeno Tipo IX

Ele tem a função de manter as células unidas e é o principal componente proteico de órgãos.

Colágeno Tipo X, XI e XII

Está presente na cartilagem.

RESUMINDO

Colageno tipo I e III = presente na pele, intestino, cabelo e unhas (combinados com a queratina)

Colageno tipo II = articulações.

A PELE é consitituida de 70 % de tecido conjuntivo, colageno Tipo I 85 % e III 15%.

O QUE OCORRE COM O ENVELHECIMENTO?

Redução da densidade das fibras de colageno. Diminuição de 1% de colageno ao ano  à partir dos 30 anos.

Ocorre um desbalanço entre síntese e degradação.

EM MULHERES NA MENOPAUSA

30% colágeno (tipo I e III) é perdido na pele nos primeiros 5 anos da menopausa

e 2,1% por ano.

Após a menopausa, pode chegar a 65% de perda de todo o colágeno do corpo.

Conseqüência:

  • Envelhecimento da pele;
  • Flacidez;
  • Rugas;
  •  Fragilidade dos cabelos e unhas;
  •  Desgaste das articulações;
  • Fragilidade de tendões e ligamento – riscos de lesões.

SÍNTESE DE COLAGENO DEPENDE DE OUTROS NUTRIENTES( cofatores):

  • Vitamina C: frutas cítricas pimentão;
  • Zinco: frutos do mar, ovo, peixes;
  • Manganês: frutos do mar, feijões, semente de abóbora;
  • Cobre: sementes, fígado de boi, ovos;
  • Vit. A. amarelos e verdes escuros;
  • Silício orgânico; aveia;
  • Complexo B; proteínas e grãos;
  • Água.

BENEFICIOS DO USO DE COLÁGENO

  • Flacidez;
  • Envelhecimento cutâneo (melhora a hidratação);
  • Rugas;
  •  Fortalecimento unhas e cabelo;
  • Osteoartrite;
  • Fortalece cartilagem, desgaste causa inflamação diminuição da dor e melhora nas funções, ou regeneração, das articulações.
  • Regeneração e resistência de tecido endotelial, inclusive intestinal e artérias veias.

A cartilagem articular funciona como uma mola ou esponja, que cede água quando pressionada e volta a sua forma primitiva quando a pressão cessa. É o que permite ao joelho, por exemplo, agüentar o peso do corpo. Nesse sistema, o colágeno atua como uma malha de sustentação, retendo as demais substâncias existentes dentro da cartilagem.

NOVIDADES

Os peptídeos de colágeno e o ativo VERISOL ® são utilizados para reduzir o volume das rugas ao redor dos olhos, suavizar os sinais do envelhecimento, diminuir a perda de água transepidérmica, melhorar a elasticidade cutânea e aumentar a produção de colágeno e proteoglicanas na pele, substâncias responsáveis pela firmeza e hidratação cutânea.

O que acelera a perda de colágeno, além do envelhecimento: O consumo de álcool e açúcar, a prática do tabagismo e a exposição inadequada ao sol, má alimentação, estrese, desequilíbrio hormonal.

IMPORTANTE

Se você mantém uma dieta baseada fundamentalmente em proteínas de boa qualidade, equilibrando este macronutriente com carboidratos e gorduras, ambos em menor quantidade em relação às proteínas certamente obterão todo substrato necessário para a produção de colágeno.

RECOMENDAÇÕES

  • Colágeno tipo I e III  10 g /dia.
  • Colágeno tipo II 40 mg dia.
  • Colágeno verisol 2,5 g

MELHOR     HORA PARA CONSUMIR?

  • À noite ou após atividade física.

O QUE OTIMIZA SUA AÇÃO?

Estilo de Vida Saudável

  • Alimentação adequada individualmente.
  • Boa hidratação.
  • Sono reparador.
  • Modular estresse.
  • Prática de exercícios físicos.
  • E considerar a exclusão de tudo que implica na sua redução.

Dra. Roseli Lomele Rossi – CRN 2084                                                                          

Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “ TPM: viva melhor com alimentação e controle”, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica PersonalDiet.

 

Como melhorar a sua gastrite

 

A gastrite é uma inflamação na mucosa gástrica (parede do estômago) que pode ser classificada de dois tipos, crônica e a aguda. Esta inflamação esta cada vez mais prevalente, independente do sexo e idades, podendo algumas vezes ser diagnosticada ou não.

A mucosa do estômago contém células especiais que produzem o ácido e enzimas, que ajudam a quebrar o alimento para a digestão, e muco, que protege o revestimento do estômago de ácido. Quando o estômago está inflamado, produz menos ácido, enzimas e muco.

A forma aguda aparece repentinamente, causando o aparecimento de sintomas como dor no estômago, queimação, náuseas e vômitos, permanecendo por cerca de dois ou três dias, podendo ser desencadeada principalmente  por anti-inflamatórios, remédios à base de ácido acetilsalicílico, estresse, maus hábitos alimentares, jejum prolongado e  ingestão de álcool.

A gastrite crônica não erosiva é causada em 95% dos casos por infecção pelo Helicobacter pylori (H. pylori) O H. pylori é uma bactéria que infecta a parede do estômago, é transmitido principalmente de pessoa para pessoa. Em áreas com falta de saneamento, também pode ser transmitido através de água ou alimentos contaminados. A gastrite crônica é considerada a segunda mais prevalente do homem e a única maneira para identificar é através do exame feito por endoscopia ou biópsia.

Além da gastrite diagnosticada, existe a subclínica, que está presente no dia a dia do indivíduo, causa em certo incômodo estomacal, mas geralmente as pessoas não dão tanta importância e começam a se automedicar, com drogas popularmente conhecidos. Contudo, não é certo ingerir qualquer tipo de medicamento sem conhecimento médico. O uso contínuo de antiácidos mascara os sintomas da gastrite e desconfortos gástricos, lesionando aos poucos a mucosa estomacal, podendo ocasionar efeitos colaterais mais severos de médio em longo prazo. Além de que, a absorção de alguns nutrientes é prejudica.

Existe também a gastrite nervosa, que é quando a pessoa sente dores e depois de feitos todos os exames não é encontrado nada e está relacionada com a dispepsia funcional (distúrbio no aparelho digestivo, dificultando a digestão dos alimentos) e o refluxo (retorno do ácido gástrico do estômago para o esôfago), ocorrendo defeito na válvula que tem a função de controlar a passagem dos alimentos de um órgão para o outro, causando assim muita azia e queimação no estômago que, em ambos os casos, podem surgir por diversas situações estressantes do nosso dia a dia.

Causas da gastrite

A causa mais comum de gastrite erosiva, aguda e crônica, é o uso prolongado de antiinflamatórios não-esteróides (AINEs) como aspirina e ibuprofeno. Outros agentes que podem causar gastrite erosiva são o álcool, cocaína e radiação. Lesões traumáticas, queimaduras graves, doença crítica e cirurgia também podem causar gastrite erosiva aguda. Este tipo de gastrite é chamado gastrite de estresse.

As causas menos comuns de gastrite erosiva e não erosiva são: doenças autoimunes, em que o sistema imunológico ataca as células saudáveis no revestimento do estômago, algumas doenças e desordens do aparelho digestivo como doença de Crohn e anemia perniciosa, viroses, parasitas, fungos e bactérias diferentes do H. pylori.

Crises ocorrem muito frequentemente após ingestão de alimentos específicos para os quais o indivíduo já tem sensibilidade aumentada, comer muito rapidamente, além do excesso de consumo de álcool e tabaco.

Tratamento

O tratamento medicamentoso consiste em fármacos que reduzem a quantidade de ácido no estômago com a finalidade de aliviar os sintomas que porventura acompanhem a gastrite e promova a cura do revestimento do estômago. Estes medicamentos são geralmente: antiácidos, bloqueadores H2 da histamina e inibidores da bomba de prótons (IBPs). Cuidado com o uso prolongado desses remédios que podem ser prejudiciais ao estômago, dificultando a absorção de nutrientes como B12, ferro, ácido fólico e zinco, além de estar relacionado com câncer de estômago.
O tratamento nutricional é basicamente igual independente do tipo de gastrite. O tratamento consiste em evitar alimentos irritantes e estimulantes de secreção gástrica, recuperar a mucosa gástrica, evitar o avanço das lesões e proteger a mucosa gástrica.

  • A alimentação deve ser feita em ambientes calmos e a mastigação lenta, para facilitar a digestão;
  • Fracionamento de cinco a seis refeições diárias, não ficar mais de 3 horas em jejum;
  • Os alimentos devem ser mais abrandados, ou seja,  cozidos e ingeridos em temperatura morna para que proporcionem uma digestão mais facilitada e recuperação da mucosa gástrica.
  • Água, chás e água de coco natural são essenciais. Usar os chás de espinheira santa, camomila, erva doce, gengibre ajudam o tratamento e aliviam os sintomas;
  • Consumir frutas ou sucos de frutas. Só devem evitar as frutas ácidas, aqueles que têm sensibilidade, não é regra;

  • Consumir bebidas vegetais à base de arroz, aveia, castanhas, coco, amêndoas, inhame;
  • Consumir uma alimentação mais alcalina, rica em verduras, legumes, sucos verdes (couve, espinafre, limão, gengibre), cereais integrais, tubérculos (batata doce, mandioca, inhame, batata, beterraba, cenoura, abóbora);
  • Consumir gorduras boas – com ação anti-inflamatória: provenientes de peixes, sementes, azeite de oliva e óleo de coco;
  • Carnes magras desfiadas, picadas, moídas, cozidas, assadas, grelhadas e de preferência brancas;
  • Promoção de uma microbiota saudável.

Alimentos a serem evitados

Todos os alimentos que possam causar desconforto gástrico, entre eles destacam-se:

  • Condimentos (pimenta-do-reino e a vermelha);
  • Álcool, refrigerantes e doces carboidratos refinados (farinha de trigo, açúcares);
  • Alimentos estimulantes, como café, chá mate, chá preto, chocolate;
  • Temperos industrializados, como caldo de carne, maionese, molho tártaro, extrato ou molho de tomate, molho de soja (shoyo), molho inglês, molho de salada;
  • Linguiça, salsicha, patês, salame, mortadela, presunto, bacon, carne de porco, carnes gordas, alimentos enlatados e em conserva;
  • Alimentos gordurosos e frituras em geral;
  • Doces concentrados (goiabada, marmelada, doce de leite, cocada, pé-de-moleque, geléia, compotas);
  • Leite e derivados;
  • Goma de mascar;
  • Devem ser excluídos os alimentos alergênicos ou intolerantes, de acordo com a  avaliação individual.

É fundamental seguir o tratamento nutricional para gastrite, só a medicação não é suficiente para que o tratamento seja  eficaz  até chegar a cura desta inflamação.

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”

 

Alimentação anti-anging

 

Por Roseli Rossi

Envelhecimento: manifestação de eventos biológicos que ocorrem ao longo de um período. É um processo natural que faz com que o corpo gradativamente, com o avanço da idade, apresente diversas mudanças anatômicas e funcionais.

À medida que estas mudanças vão progredindo, ocorre uma redução na capacidade funcional do corpo.

Muitos estudos vêm demonstrando correlação direta entre inadequação nutricional e distúrbios orgânicos crônicos decorrentes do envelhecimento, desencadeado pelo consumo inadequado de nutrientes, confirmando a participação efetiva dos alimentos funcionais na prevenção e tratamento das doenças crônico-degenerativas.

O processo de envelhecimento pode ocorrer diferentemente, segundo a idade cronológica e biológica. A primeira é medida ao longo do tempo a partir do nascimento (nascimento, crescimento, desenvolvimento, reprodução, envelhecimento até a morte); a segunda é caracterizada pelas condições do corpo humano relativas à saúde física e mental e acontece em ritmos diferentes nas células, tecidos e órgãos, bem como de pessoa para pessoa. Influenciados diretamente pelos hábitos de vida, herança genética e condições sócio econômicas.

No estilo de vida estão compreendidos: a alimentação (excesso de alimentos e de alimentos  ricos em gorduras saturadas, trans e colesterol, açúcares, sódio), estresse, atividade física, tabagismo, exposição  excessiva aos raios solares, poluentes, agrotóxicos e até integração social.

O princípio da teoria do envelhecimento é que a longevidade seria inversamente proporcional à extensão do dano oxidativo e diretamente proporcional à atividade das defesas oxidativas.

O dano oxidativo é atribuído aos danos intracelulares produzidos pelos radicais livres.

Radicais livres (RL) são moléculas que possuem elétrons desaparelhados ou restos a mais em sua última órbita molecular.

Os radicais livres (RL) são substâncias extremamente tóxicas, formadas a partir do oxigênio. Contrariando a teoria, o mesmo oxigênio vital à vida, pode também provocar a morte.

Os RL são constantemente produzidos em condições normais pelo organismo ao mesmo tempo em que sistemas antioxidantes são formados para proteger “neutralizar”.

Porém, em condições de maior estresse oxidativo (maus hábitos de vida), podem causar danos ao DNA por insuficiência de antioxidantes.

Estas desordens degenerativas estão associadas aos danos oxidativos, originando doenças cardiovasculares, câncer, degeneração macular na retina, envelhecimento e imunossenência.

Muitas substâncias encontradas nos alimentos podem ajudar na defesa do organismo, prevenindo os efeitos prejudiciais dos subprodutos da oxidação. Nestas substâncias, incluem-se as vitaminas antioxidantes, com a vitamina C, Vitamina E e os carotenóides.

Vitamina C: Possui propriedade antioxidante, melhora a parede dos vasos sanguíneos e torna a pele mais irrigada e oxigenada,  prevenindo contra o aparecimento de varizes e celulite, participa da produção de colágeno,  deixando a pele com mais vitalidade , prevenindo  rugas e flacidez.

Fontes: Frutas cítricas (acerola, abacaxi, laranja, limão) brócolis, caju, couve de bruxelas, folha de mostarda, pimentão, repolho, salsinha. O abacaxi, além de ser muito rico em vitamina C, possui algumas enzimas, como a bromelina, que fortalecem o colágeno e as fibras de elastina dos tecidos, ajudando-os a manter a firmeza.

Vitamina E: É uma vitamina fundamental para retardar o envelhecimento dos tecidos pela fornecer maior oxidação, além de contribuir para manter a elasticidade natural e enrijecimento dos tecidos.

Fontes: Óleos vegetais, gérmen de trigo, nozes, sementes, grãos inteiros e os vegetais de folhas verdes.

Selênio: É um oligoelemento, uma quantidade mínima ao dia já é suficiente para suprir com as necessidades diárias, poderoso antioxidante, é essencial  para o funcionamento normal do sistema imunológico e glândulas de tireóide.

Fontes: Carnes, oleaginosas (castanha do Pará, castanha de caju, amêndoas, nozes), cereais integrais, ovos, leite e derivados.

Zinco: É necessário para a síntese de enzimas relacionadas à ação antioxidante e também a cicatrização e produção de colágeno. Possui relação com a manutenção de uma pele saudável. Pouco do zinco ingerido é realmente absorvido, sendo importante o consumo de alimentos ricos nesse nutriente. Sua deficiência ocasiona lesões em pele, má cicatrização, acne, manchas brancas nas unhas, entre outros problemas.

Fontes: Carnes, aves, frutos do mar, laticínios, feijões, lentilhas, nozes, sementes (em especial a de abóbora) e cereais integrais.

 

Bioflavonóides: São componentes das plantas que agem como antioxidantes. Além do que, protegem a vitamina C de uma possível oxidação no sangue, o que permite que o corpo seja beneficiado por uma ação mais ampla da vitamina. Possui propriedades anti-alérgicas, anti-inflamatórias, anti-bactericidas, anti-virais e anti-oxidantes, prevenindo contra o envelhecimento precoce.

Fontes: Frutas cítricas e uvas vermelhas ou escuras.

Isoflavonas: São fitoestrógenos, que possuem ação semelhante ao hormônio feminino estrogênio.     As isoflavonas são decisivas para evitar o ressecamento da pele e melhorar a elasticidade, garantindo uma pele mais jovem e saudável.

Fontes:  Soja e derivados.

Catequinas: estimulam as funções do fígado, que garantem maior disposição e tornam a pele mais saudável e bonita. É uma das substâncias com grande poder antioxidante, prevenindo o envelhecimento precoce.

Fontes: Chocolate, chá verde, morango, uva e vinho tinto.

Carotenóides: O beta caroteno é o melhor carotenóide com atividade pró vitamina A, tem função AOX, antimutagênico por seu efeito imunomodelador, oferece proteção contra algumas doenças degenerativas, como certos tipos de câncer, doenças cardiovasculares e catarata. Inibe a modificação decorrente a ação oxidativa em lipoproteína de baixa densidade, influenciando positivamente no processo aterosclerótico e conseqüentemente a progressão de doenças coronarianas.

Fontes: Frutas e vegetais amarelados a alaranjados, brócolis e escarola.

Licopeno: Pertencente ao grupo dos carotenóides, possui poder antioxidante, prevenindo o envelhecimento precoce. Tem ação anticancerígena, principalmente com relação ao câncer de próstata.

Fontes: Principalmente no tomate, de preferência cozido (Ex: Molho de tomate).

Ômega 3

O ácido graxo essencial ômega 3, classificado como uma  gorduras poliinsaturadas é vital p/ obtenção de um nível ótimo de saúde e p/ a desaceleração do processo de envelhecimento, pois controlam a entrada e a saída de compostos pelas células, uma vez que estas gorduras fazem parte das membranas celulares. Também são nossa principal fonte de energia celular.

Roseli Rossi  é  colunista do Mulheres de Quarenta. Nutricionista formada pelas Faculdades Integradas São Camilo (CRN 2084 /1983), com título de Especialista em Nutrição Clínica concedido pela ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição. Pós Graduada nos cursos de especialização de Planejamento, Organização e Administração de Serviços de Alimentação; Fitoterapia Aplicada à Nutrição Funcional e Nutrição Ortomolecular com Extensão em Nutrigenômica. É Diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional e autora dos Livros: “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Infantis, “Saúde & Sabor com Equilíbrio” – Receitas Diet e Light Volumes I e II, Colaboradora do livro Nutrição Esportiva – Aspectos relacionados à suplementação nutricional e autora do Livro “As Melhores Receitas Light da Clínica Personal Diet”

 

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