Não estamos na reserva!

Eu já disse aqui que esse novo tipo de relacionamento me assusta um pouco. Acho que é porque andei um pouco por fora. Quando estamos casadas ou num “relacionamento sério” com alguém – essa é a definição do facebook para namoros – não pensamos em mais nada que não seja o “ser” que está ao nosso lado.

O casamento, por pior que seja, nos dá certa segurança. Sabemos que ao chegar a casa, teremos alguém ao nosso lado. Ainda que chegue tarde ou que arrume um milhão de desculpas, sabemos que uma hora, o bendito volta! O “bambolê” dourado está lá, no seu dedo anular esquerdo e te faz lembrar todos os dias que você está casada, ainda que você viva uma relação fracassada e infeliz.

Confesso que para mim foi uma dificuldade tirar a aliança. Depois da separação, todos os dias eu mexia no meu dedo e sentia a diferença. A aliança ficou marcada por um bom tempo, em todos os sentidos.

Bom, voltando ao assunto. Tenho visto homens medrosos, inseguros e que se incomodam com mulheres independentes. E nós – desculpe a modéstia – estamos cada vez mais independentes deles! Claro que não queremos ficar sem viver um grande amor, mas nos viramos bem. Muito diferente do que acontecia antigamente: casou…é para o resto da vida! As famílias não aceitavam “devolução”. Agora a gente volta sim, mas não para a casa do papai e da mamãe. Mas para o nosso próprio lar!

Esse medo que os homens adquiriram das mulheres faz com que muitos deles tomem atitudes infantis. Eles acham logo de cara que queremos casar. Hello!!!??? Gato escaldado tem medo de água fria, certo?

A insegurança masculina, o medo de se envolver e de dar alguma coisa de errado leva os pretendentes a atirar para todos os lados. Eles se declaram seu namorado, te deixam na reserva e saem por aí a caça de novas aventuras. Mas se esquecem que nós estamos descoladas e batemos um bolão!

Pseudo-namorados…não estamos na reserva!  Jogamos na linha de frente e queremos fazer gol! Cuidado meninas! Eles estão por todos os lugares!

Laços de amizade

Hoje o dia amanheceu feliz. Mais um daqueles encontros deliciosos entre amigos. Como é bom poder estar entre gente como a gente. Nos despir de preconceitos e viver a experiência do amor fraternal.

Luciano Bellocchi é iluminado. Uma pessoa sensível e inteligente que fala com propriedade sobre aquilo que entende bem: o verdadeiro sentido da amizade. 

Ele nos brinda diariamente com seus comentários sinceros e verdadeiros. Pedi a ele que falasse sobre o nosso encontro e gentilmente ele escreveu sobre uma das coisas mais importantes da nossa vida: os amigos.

Não tenho mais o que falar.Leiam o texto e fiquem com a  certeza de que estamos contribuimos para um mundo melhor! Deixa a luz do céu entrar!

“Texto de Luciano Bellocchi

Engraçado, eu sempre fiquei pensando em que momento da vida foi criado esse sentimento….a amizade.

Quem será que compôs o primeiro par de amigos da face da terra?

Fico imaginando que eles devem ter tido muitas dificuldades nesse relacionamento, afinal foram os pioneiros em dar carinho, aparar arestas, serem muitas vezes incompreendidos e ainda assim estarem sempre de braços abertos para receber o outro quando preciso.

Bom, mas o tempo passou e hoje já sabemos muitas coisas sobre amizade.

Há de ser entender que a amizade não é algo somente que nos traz alegrias e esse é o maior desafio dela.

Há de se aceitar que se pode ter amigos diferentes de nós, em raça, religião, temperamento, criação, cultura. Isso na verdade não é importante na amizade.

Há de se saber que as regras principais da amizade são o respeito, a consideração, a tolerância e a humildade.

O respeito é primordial, aliás em qualquer tipo de relacionamento ele se faz necessário. Pessoas tem seus limites e esses limites devem sempre serem respeitados. O fato de termos amizade e intimidade com alguém , não nos dá o direito de violar certas regras que estão implícitas em uma amizade.

A consideração é um fator muito importante também. Não adianta sermos tudo de bom para alguém e nos momentos mais delicados e necessários para esse alguém, não termos a consideração que se resume na atenção devida.

Espera-se mesmo que a amizade, como qualquer outro sentimento, seja uma via de mão dupla. Não existe a possibilidade de só darmos, jamais recebermos e ainda assim sermos realizados nesse sentimento.

Não se trata de um “toma lá dá cá”, mas se trata de um “eu me lembro quando eu precisei e você esteve comigo, portanto agora você precisa e eu estou aqui”, e isso há de ser feito com um sorriso nos lábios e muito amor no coração.

A tolerância, talvez seja essa a parte principal.

Há de se entender que nenhum ser humano vive em total estado de bom humor a vida toda. Haverão dias que os ânimos não estarão bons, o coração de um deles não estará bem.

Isso sem contar que as pessoas em geral têm os mais diversos tipos de temperamentos e de atitudes.

Há de se saber que para se ter um amigo, alguns momentos desagradáveis dele teremos que suportar, passar por cima mesmo, ignorar, sabendo inclusive que ele em algum instante fará o mesmo por nós se for amizade verdadeira o que ele sente.

Há de se saber, aceitar e entender, que a perfeição em termos de ser humano não existe, cometemos todos, diversas vezes, falhas, enormes falhas. Nenhum de nós é o rei da verdade, nenhum de nós está certo o tempo todo…..em algum momento o nosso amigo é que será a parte certa e por mais que o nosso orgulho nos impeça de dizer, teremos que aceitar.

A humildade há de precisar estar presente sempre.

Amigos que não convivem com isso, dificilmente conseguirão levar uma amizade avante.

Há de ser ter humildade pra dizer coisas simples:

Eu não sei,você me ensina?
Eu não consigo,você me ajuda?
Eu não posso, tenho medo, você vai comigo?
Eu errei, me perdoa?
Eu me arrependi, você me desculpa?
Eu não fui fiel a você, me dá outra chance?
Eu disse o que não devia, você pode esquecer?
Eu ando negligenciando nossa amizade, você me permite recuperar esse tempo perdido?

Ser humilde numa amizade, não significa se humilhar, significa provar ao outro o seu grau de importância na nossa vida.

Por fim, uma amizade há de ter altos e baixos sim, há de atravessar furacões, cair em abismos, há de se despedaçar toda……mas se for amizade de verdade, há de voltar, envolta em ferimentos, apoiada numa bengala, sangrando até…e há de encontrar o seu companheiro com o curativo nas mãos, amor no coração e disposto a dar o perdão!

Ser amigo, é todos os dias aprender alguma coisa nova, é sempre ter algo de que se arrepender por alguma coisa que se deixou de fazer.

Ser amigo é principalmente dividir uma emoção, saber acalentar um coração e deixá-lo voar pra longe de nós quando ele precisar.

Mas ser amigo é especialmente se recolher num cantinho e esperar esse coração voltar pra nossa mão no momento que ele achar que é bom.

Eu tive a chance de escolher minha família aquela que Deus nos dá a oportunidade de escolher, os amigos !!! Fico impressionado como eu escolhi bem!!

Amo vocês, obrigado !!”

Alexandre Tambasco e o seu maravilhoso show de gaita!

Como se livrar do seu ex

A Marcinha Wolff é uma amiga querida! Ela escreve muito bem e é bastante criativa. Adorei o texto que dá dicas para esquecer o “seu ex”. Quero dividir com vocês essa crônica leve e bem humorada de autoria dela que fala sobre esse assunto.

Divirtam-se!

Dez dicas de como esquecer alguém e seguir a sua vida:

1. Troque a “playlist” da sua vida. Pare de ouvir música sertaneja e pagode, não adiante negar, eu sei que você está ouvindo alguma coisa como “Você vai ver – Zezé de Camargo e Luciano” (logo abaixo) ou coisa pior. Se é para ouvir música de corno, faça com estilo, escute “O mundo é um moinho – Cartola” ou “Olhos nos olhos – Chico Buarque”. Dor de cotovelo não é desculpa para os ouvidos doerem também…

2. Comparações são inúteis. Ninguém é substituível quando falamos de pessoas e isso acontece porque elas são únicas, portanto não adianta comparar. Porém, o cargo de namorado/marido/amante é substituível sim! Fatalmente não será igual, mas qual o problema em ser diferente? De novo, o medo, só que agora, do desconhecido…

3. Pense no depois de amanhã. Já pensou se o seu “mal estar” durasse igual ao conflito dos palestinos? Aí sim você estaria encrencada… Mas, não é caso, acorde para vida que o horizonte lhe parecerá mais bonito e atraente. Pense em como as coisas eram antes do relacionamento que acabou. Imagino que você conseguia ser feliz antes e se isso acontecia, com certeza, continuará acontecendo depois. Largue o osso!

4. Eu queria… Acabou esse negócio de “eu queria…”, liste as coisas que gostaria de fazer e que não fez, lugares também vale. Vá e faça!

5. Visite seus familiares e amigos. Boa parte das alucinadas esquece que tem amigos ou parentes quando entram em relacionamentos. Que tal dar uma visitada no povo? Agora vê se toma vergonha e não faz mais isso de sumir, é feio.

6. Retome seu networking. Quase sempre que “perdemos” (eufemismo puro, quem achar novamente ganha um doce) alguém ficamos sem chão, meio como cachorro que cai da mudança. Mas, não há motivo para ficar assim. Sugiro que se integre a grupos de interesse, por exemplo, se você gosta de cozinhar, vá fazer um curso, interaja com pessoas que também gostam. Se você gosta de internet, faça parte de comunidades, sempre tem eventos para ir e bater papo e conhecer pessoas bacanas.

7. Desapegue da figura do príncipe encantado. Quase toda mulher carente acha que o próximo da vez tem a obrigação de ser o príncipe encantado que deverá levá-la para o altar. A coisa não funciona assim. As desesperadas já começam a relação no rock sem antes dançar uma música lenta. Se o cara chega e percebe que a mulher está fora de controle, é óbvio que se assusta.

8. Faça um aquecimento. Entenda quais são suas qualidades e as trabalhe, não esqueça de fazer isso com os defeitos também. Não posso dizer que ninguém atura uma mulher com síndrome de perdedora, simplesmente porque não tenho procuração de todo mundo, mas acredito que a maioria detesta o aspecto sofredor “ninguém me ama e ninguém me quer”.

9. Reveja conceitos. Procure rever a forma com que você entende os relacionamentos, se já é costume seu incorrer nos mesmos erros ou projetar as mesmas expectativas sobre os outros , acho que é hora de pensar. Uma coisa é uma eventualidade, outra muito diferente é a recorrência. Talvez algumas emoções e pensamentos não foram trabalhados como deviam, se precisar de ajuda, recorra a um psicólogo.

10. Aceite o fim de tudo. Preciso te dizer uma coisa, todo mundo morre! Algum dia, eu, você e todos os que conhecemos vamos morrer, isso é um fato. Sendo assim, pare de achar que as pessoas são eternas e de sua propriedade. O cara não é seu namorado/marido, ele “está” seu namorado/marido. Já que as coisas são assim, não perca mais seu tempo discutindo ou procurando pêlo em ovo, na próxima vez, tente ser mais feliz, é certo que tudo acaba, mas isso não nos impede de curtir cada segundo. Sempre haverá uma próxima vez até não haver mais. Sacou?

Texto de Marcinha Wolff

Chama o síndico!

Eu sempre acredito que as coisas podem mudar. Aprendi a não aceitar “não” como resposta. Ainda que seja difícil transformar uma situação, nem sempre é impossível.
A única coisa que não tem solução é a morte, não tem como escapar. O resto dá-se um jeito.
Acabo de ser eleita síndica do meu prédio. Tudo começou em março desse ano quando questionei os altos valores cobrados pelo meu condomínio. Tenho uma amiga que também não se conformava com a situação. Todos diziam que era impossível mudar, que não havia meios para se abaixar a mensalidade condominial.
Com a ajuda dos advogados preferidos da família Palazzi (rsrsrsrsrs) elaboramos um documento com orçamentos e novas propostas para que o condominio pudesse ser modificado. De apartamento em apartamento, um por um, conseguimos a adesão da maioria dos moradores e provamos tim tim por tim tim tudo o que poderia ser feito. Conseguimos bons colaboradores que colocaram a mão na massa e nos ajudaram nas decisões.
A partir do próximo ano teremos uma redução drástica nos custos do prédio… e o melhor, sem perder a qualidade dos serviços e garantindo a segurança de todos os nossos condôminos.
Tudo isso só aconteceu porque tivemos vontade de mudar e acreditamos que era possível!
Qunando não temos fé, ficamos fracos para tomar decisões. E o velho ditado: “o que não tem remédio, remediado está” não vale para mim.
E lembre-se, caso necessite de alguma coisa…chama o síndico! Tim Maia! Rsrsrrsrs
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Eu quero inteiro

E não pela metade. Eu trabalhei com uma moça que tinha um caso com um homem casado. A relação já se estendia por muitos anos. Ela era solteira.

No celular dela tocava uma música especial quando ele ligava. Eram raras as vezes que isso acontecia. Mas eu sempre sabia quando ele telefonava por causa do toque do celular.

Um dia, numa conversa entre amigas, ela disse que não queria tocar no assunto comigo porque eu era contra aquele tipo de relacionamento.

Na verdade ela não estava tão enganada assim. Eu era casada na época e confesso que nunca trai meu marido. Quando soube que ela julgava que eu era contra a relação que ela mantinha, logo tratei de me defender: “Eu não sou contra casos extraconjugais, apenas não os quero para mim”.

Acho difícil dividir esse tipo de coisa. Não suporto nada pela metade. Não gosto de viver relações que não sejam intensas. Esse é o meu jeito. Bom para quem consegue. Eu não me contento com pouco.

No fim, lá no fundo, eu sabia que o homem com quem ela se relacionava nunca iria largar a mulher com quem era casado para ficar com ela. Isso era claro para mim.

Vejo muitas mulheres se iludindo dessa forma. Não só com homens casados, mas em relacionamentos que não levam a nada e nem a lugar nenhum. Pessoas conformadas e que se contentam com pouco. Relacionamentos que duram anos, mas sem nenhum compromisso. E não falo aqui de casamento não, mesmo porque ninguém precisa casar para ser feliz. Mas ninguém consegue ser feliz pela metade. Eu pelo menos não. Estou certa que essas pessoas ficam sempre esperando algo a mais, rezando por um telefonema, implorando por um encontro que acontece casualmente.

Pessoas que não se assumem e têm medo de se relacionar. Pessoas que seguem frustradas por nunca terem tido nada por inteiro e na esperança de que aquela relação um dia possa mudar.

Bom, se você vive assim, pare para pensar enquanto ainda há tempo. Ser feliz depende única e exclusivamente das escolhas que você faz para a sua vida.

Então pense bem: seu copo está meio cheio ou meio vazio?

Nada de cobranças

Que o mundo dos relacionamentos mudou isso já sabemos. Que há pessoas que acreditam e querem um relacionamento a dois também é certo. E olha que esse assunto gerou polêmica num dos meus últimos posts.

Mas retomando, vamos lá! Tenho ouvido cada estória!

Mulheres que mal começam a se relacionar com alguém e já se sentem donas do pedaço. Julgam-se no direito de cobrar posturas, exageram no ciúme e cobram nomenclaturas para o relacionamento. É claro que elas querem “namorar”! Nada como poder postar nas mídias sociais: “Fulana está num relacionamento sério com Cicrano” e logo ao lado aparece um coraçãozinho vermelho! Pronto, você se vingou de todos os seus ex e agora tem alguém para chamar de “seu”!

No dia seguinte, quando o seu novo namorado se dá conta de que você tornou público o seu relacionamento, ele já fica assustado e começa a pensar se fez a coisa certa! Agora todo mundo ficará sabendo! Adeus mulheres!

Bom, o fato é que cobrar alguma coisa logo de cara assusta os pretendentes. O barco tem que correr naturalmente. Se ele te quiser de verdade, as coisas vão rolar, mas nada de cobranças logo de cara! Nem homens e nem mulheres gostam disso. Assim as relações já começam erradas, doentes. Depois de certo tempo a gente tem direito sim de cobrar alguma coisa. E porque não se isso faz parte da natureza feminina? rsrsrsrs

Mas antes de tudo, jogue a isca, atraia e conquiste! Nada de arrumar confusão!  Se você cometer esse erro logo no começo, esteja certa de que você morrerá na praia. Se for inteligente e tiver um pouco de maturidade – aquela mesma que a gente adquire aos quarenta –  talvez você consiga o que tanto quer!

Então meninas, vamos lá! Nada como engolir uns sapinhos de vez em quando! Finja que não viu, respire fundo e conte até dez. Garanto que funciona muito bem!

 

Bendito celular!

Tem certas coisas que não imaginamos ficar sem. Eu vivo me perguntando como é que vivíamos antes sem algumas dessas tecnologias que temos nos dias de hoje.
O celular é uma delas. Quando éramos crianças não existia nada dessas coisas. Minha mãe nos deixava no shopping para patinar no gelo e marcava um ponto de encontro e um horário para nos buscar. E aí de nós se não estivéssemos lá na hora marcada! Esse era um dos programas preferidos da turma de quarenta aqui de São Paulo: patinar no gelo no Shopping Morumbi.
Hoje em dia as coisas estão bem mais fáceis. Minha filha de 7 anos já tem celular. E nós não conseguimos nos desconectar um minuto desse brinquedinho. Se um dia esquecemos o telefone em casa, parece que estamos despidos. Eu volto correndo para buscar. Minha vida está nesse pequeno aparelhinho que faz tudo para mim. Meus contatos, endereços, meus e-mails, fotos, mídias sociais, internet…o mundo anda comigo nas minhas mãos.
Mas concorda que há momentos que ficamos mal educados com o celular? Já reparou que hoje em dia nos restaurantes as pessoas fazem as refeições com o seu melhor amigo ao lado seu lado: o celular. Os amigos param de conversar para ler um MSN que receberam ou para tuitar alguma coisa na rede ou ainda para postar uma foto.
Concordo que às vezes é irresistível, mas é preciso resgatar um pouco do que andamos esquecendo por aí. Quantas vezes estamos conectados e esquecemos de ver detalhes importantes que estão ao nosso redor? Quantas vezes deixamos de fazer uma atividade qualquer para ficar plugado na rede?
Esse vídeo que apresento agora a vocês fez parte da palestra que ministrei com a Lilian Riskalla e nos faz pensar bastante sobre isso. Olha só que “puxão de orelhas”! Fantástica propaganda: DESCONECTAR PARA CONECTAR! Não preciso falar mais nada, não é?

Educação é tudo nessa vida

Não estou falando da obrigação que temos de dizer bom dia, boa tarde, por favor, e obrigado! Isso todo mundo aprende a fazer. Falo da educação, aquela que forma as pessoas de bem, pessoas melhores e que fazem a diferença.
Estive com amigos que há 25 anos não encontrava. Agora, aos quarenta – e todos tem a mesma idade – as diferenças de antes ficaram todas para trás. Encontrei pessoas de bem, pessoas honestas, inteligentes, bem sucedidas e que acima de tudo cultivam os valores que tanto a família como a escola lhes ensinou, principalmente no que diz respeito a amizade e a fraternidade.
A passagem de todos aqueles anos não nos fez esquecer os momentos que vivemos juntos e o amor verdadeiro que cultivamos um pelo outro enquanto convivemos juntos.
Tenho certeza que todos no fundo estavam pensando porque passamos tantos anos longe uns dos outros. Mas a vida toma rumos diferentes e esse foi o momento certo do nosso reencontro.
Como e bom estar entre pessoas que tiveram a mesma educação que você e que tem os mesmos valores que você cultiva e acredita.
Como e bom estar entre “gente como a gente”!
Despidos de todo e qualquer preconceito, voltamos a ser adolescentes, brincamos, demos risadas, lembramos-nos dos acontecimentos do passado, nos abraçamos e nos beijamos com amor verdadeiro, aquele que aprendemos a cultivar lá trás e que permaneceu até os dias de hoje. Aquele mesmo, que Jesus nos ensinou.
Obrigada amigos queridos, por mais um dia feliz e cheio de emoção! Aguardo ansiosa pelo nosso próximo encontro!

Brigas em família

Vai me dizer que na sua não tem? Nos almoços de domingo geralmente tudo acontece. O motivo? Geralmente por causa de um brinquedo jogado na sala, uma criança que passou correndo pelo corredor, uma palavra a mais, uma palavra a menos. TPM nas mulheres, cervejinha para os homens.

E de repente, assim, sem mais nem menos, aquela confraternização vira um terremoto. A casa treme. Um grita daqui, o outro dali. As crianças se escondem em qualquer lugar. Umas choram, outras entram na discussão.

No final, aquilo que era para acabar bem, acaba muito mal. Todos se vão, tristes e magoados. Ao chegar a casa, pensam sobre o que fizeram e principalmente sobre o que falaram e escutaram. Todos saem feridos e machucados e refletem sobre como tudo poderia ter sido diferente. Arrependem-se do que falaram e lamentam a proporção que a briga tomou.

Eu já disse aqui no blog que “A família é o berço de tudo”. E se acreditamos mesmo nisso, sabemos que “lá em casa” também é lugar de lavar roupa suja. Faz parte. Ainda mais com a vida que levamos, com todos os problemas e com todos “os sapos que engolimos” todos os dias.

Minha mãe diz que muitas vezes o filho agride a mãe porque sabe que sempre haverá perdão. E nós mães, sabemos bem disso. Esse nosso amor universal e incondicional pelos filhos não nos permite guardar mágoas. Ainda que as palavras sejam duras, lá no fundo, conseguimos esquecer e perdoar.

Às vezes é preciso sim colocar os pingos nos “is”. Dar o braço a torcer, ainda que você tenha razão, também faz parte. O melhor é deixar as palavras se perderem no tempo e permitir que o amor fale mais alto.

É isso aí. Domingão tem mais um almoço lá em casa!

Pra se divertir um pouco, aí vai uma música clássica do Titãs…quem não se lembra?

Impondo limites

Eu já disse a vocês que não sou nenhuma expert na arte da educação. Como mãe, cometo erros e muitas vezes, falho. Mas sempre na tentativa de agir corretamente e acertar na formação das minhas filhas.

Essa nova realidade em que as mães trabalham e participam da gestão do lar ou ainda das mulheres mais independentes que por alguma razão fazem o papel duplo de pai e mãe tem gerado alguns conflitos na educação dos filhos.

Tenho visto por aí muitas coisas erradas. Mães que se sentem culpadas porque trabalham a maior parte do tempo, tentam suprir os seus filhos cedendo a todas as suas vontades. São subservientes e carentes de amor.

Mães que superprotegem os seus filhos e tomam a frente em tudo. Os filhos, por sua vez, tornam-se reis e rainhas de seus lares porque sabem a quem recorrer em qualquer situação. Mandam e desmandam ao seu bel prazer: fazem birras, agridem com palavras e até mesmo fisicamente. Tenho visto crianças mimadas, donas de si, totalmente sem limites!

E vejo mães sem saber como agir quando o filho tem um ataque de nervos em público ou até mesmo dentro de casa. Esses pequenos seres sabem bem como fazer isso e, esperam sim, uma resposta de seus genitores. E nós, pais e mães, temos a obrigação de impor esses limites aos nossos filhos, ainda que isso nos doa na alma.

As frustrações fazem parte da vida. Cada um tem que saber lidar com os seus próprios conflitos. Se as crianças não aprendem a superar os seus problemas, não amadurecem.

Falar “não” é difícil, mas necessário. Impor limites faz com que o seu filho cresça mais confiante. E depois de alguns anos, a gente entende bem melhor os “nãos”  que recebemos na vida!

Brincadeira de criança

A Rafaela e a Giovanna, minhas filhas de 7 e 5 anos, descobriram que eu também tive infância. Agora não passo uma noite sequer sem contar uma história de quando eu era criança. 

Geralmente elas pedem para eu falar sobre algum episódio em que eu tenha “me dado mal”. E lá vou eu buscar lembranças do fundo do baú! 

Depois que temos filhos, sempre comparamos o tipo de infância que tivemos com o mundo das crianças de hoje. A diferença é brutal, concorda? Na época dos nossos pais também era.

Meu pai nos fez reviver coisas da infância que ele teve. Na nossa casa, tinha peões e estilingues que ele mesmo fabricava. Ele comprava varinhas e papel de seda e nós ajudávamos a fazer pipas e balões. Ele também tratou de confeccionar alguns carrinhos de rolimã. Ah, esses eram os mais divertidos.

Nas festas juninas, sempre estourávamos bombas e rojões. Uma das nossas brincadeiras era acender as bombas e colocar uma lata vazia em cima. A gente adorava ver aquilo explodir e a lata ir lá pra cima.

Eu era daquelas meninas que adorava brincar com os meninos. Minha brincadeira preferida era subir no telhado da casa da minha mãe e soltar bolinhas de sabão. Meu pai preparava a argola de arame com algodão para que a bolinha saísse perfeita. Eu passava horas naquele lugar admirando as bolhas estourarem. Mas quando minha mãe descobria que eu estava lá no telhado, escondida, já sabia que eu ia apanhar! Era um Deus nos acuda! E quem disse que eu deixava de subir novamente? Sempre dava um jeitinho.

Tenho recordado muito a minha infância. E essas histórias são espetaculares para as meninas. Precisa ver a carinha delas quando conto esses casos. Elas passam dias relembrando.

Ser mãe é mesmo uma única e deliciosa aventura.

O mundo das ideias

Quem nao se lembra da famosa série Agente 86? Maxwell Smart era um detetive que tinha uma artimanha especial. Quando se encontrava em alguma situação de risco, tirava um dos seus sapatos, abria o solado e telefonava para a agente 99!

Talvez tenha saído daí a ideia de se criar um dos acessórios mais populares dos dias de hoje, o qual não conseguimos mais viver sem: o celular.

A grande verdade é que tudo o que se concretiza no mundo material surge de uma ideia ou de um pensamento que temos.

Acabo de ler o livro: O Segredo. Não sou muito adepta a esses livros de auto-ajuda, mas a leitura me fez pensar bastante e cheguei a algumas conclusões. De acordo com o livro não só as coisas materiais se concretizam, mas tudo aquilo que idealizamos acontece. O livro não fala de Deus. Ele se refere ao Universo como um grande catálogo onde você pode pedir ilimitadamente todas as coisas que deseja para a sua vida, basta acreditar.

Ao ler o livro, fiz um retrospecto da minha vida e descobri que tudo o que eu realmente quis, todas as coisas que eu mais desejei, aconteceram. Uma delas, e a mais importante, é a de que eu sempre quis ser mãe de duas meninas. Entre outras coisas que acreditei e conquistei para mim. Ah, o blog também e uma delas!

Na verdade tudo depende da sua concentração. E olha que não e fácil policiar os pensamentos, ainda mais diante de todas as dificuldades que passamos na vida. Mas eu não desisto. O Universo se tornou para mim muito próximo. O meu catálogo está lotado de pedidos. Alguns deles já começaram a se realizar. Muitos outros estão por vir.

Então, vamos lá! Pegue o seu catálogo nas mãos e comece a pedir, sem limites! E acredite: o Universo conspira a seu favor. Portanto, peça direito, heim?

Dá uma olhada nesse vídeo. Você tem alguma dúvida de que logo, logo, isso se concretizará?

Príncipes desencantados

Essa nova realidade das famílias e dos relacionamentos às vezes me assusta um pouco. Não sei se para mim é tudo novidade ou se as coisas realmente mudaram. O que tenho visto por aí é que os homens andam com medo de se relacionar. Não querem nenhum tipo de compromisso. O amor ficou meio que descartável. O importante é “curtir” o momento. Esqueça o dia seguinte!

As mulheres, por sua vez, também entraram nessa onda. Mas, como são mais sensíveis, muitas vezes “quebram a cara”. Ficam esperando os homens ligarem no dia seguinte. O telefone não toca e não dá nem um sinal. Muitos deles, não se dão nem ao luxo de pegar o número. Então fica assim: a gente se vê por aí!

Novos modelos de relacionamento vão surgindo onde homens e mulheres estão cada vez mais independentes um do outro, não só na parte financeira, como principalmente na sentimental. Cobranças? Nem pensar! Nem de um lado, nem do outro.

Príncipes encantados existem sim: nos livros de estórias infantis. As “Amélias” de antigamente estudaram, foram para a rua, aprenderam a ganhar dinheiro e a serem independentes. Não precisam mais sair por aí procurando sapos para beijar porque já sabem que eles não se transformam mais. Os lobos maus geralmente são mais interessantes. O duro é que nem sempre esses enredos terminam com um final feliz.

Apesar dessa nova realidade, não posso deixar de acreditar no amor. Ainda que não seja para a vida inteira, que seja eterno enquanto dure!

Amigos príncipes! Além de desencantados, vocês estão muito desencanados! “Bora” fazer essa mulherada feliz?

Minha palestra com a Lilian Riskalla

Boas notícias, faço questão de dividir com vocês! Eu e a Lilian Riskalla, uma amiga querida, vamos fazer uma palestra super bacana no próximo dia 26 de novembro sob o tema “Imagem e Assessoria Política: como aparecer em público, melhorar a sua imagem e ter relevância nas mídias sociais”.

O objetivo da nossa palestra é prestar consultoria para todos as pessoas que já estão ou querem ingressar na vida pública ou ainda para aqueles que querem se destacar no meio social ou no mundo virtual. E quem não quer? Nada como ter uma imagem legal perante os seus amigos ou até mesmo o seu “eleitorado”, seja ele qual for.

A Lilian é consultora de imagem e comportamento há muito anos. Ela é especialista em orientar seus clientes sobre qual o comportamento mais adequado às inúmeras situações do mundo moderno e ajuda as pessoas a desenvolverem uma imagem pessoal ou corporativa de credibilidade e confiança prestando assessoria e serviços na área de coaching de imagem, personal shopping, packing, linguagem não verbal, etiqueta empresarial, dress code, entre outros, voltada tanto para homens como para mulheres. É o máximo, não é?

Conheci a Lilian numa de suas palestras e achei fantástico o trabalho que ela desenvolve na área de consultoria de imagem. Ela é uma excelente profissional. Quem não quer estar sempre bem apresentado e saber o que usar ou como se comportar em qualquer ocasião? Acho que isso é fundamental para todos aqueles que querem se destacar não só na vida pública como também nos meios sociais. E a Lilian, melhor do que ninguém, sabe como construir ou melhorar a sua imagem. Ela tem me ajudado bastante. Sempre pergunto para ela o que devo ou não usar quando tenho um compromisso. Ela vive me dando dicas!

Eu, como vocês já sabem, sou jornalista e advogada. Estou na área de assessoria parlamentar há mais de 16 anos e adoro moda também. Acho até que é por isso que essa minha parceria com a Lilian está dando super certo. Na palestra eu darei dicas de como as pessoas podem se relacionar bem com a imprensa, como divulgar melhor as suas atividades nos meios de comunicação, como ter relevância nas mídias sociais , além de dar uma visão geral sobre as atividades desenvolvidas na área de assessoria de imprensa e política. Esse assunto interessa tanto para quem está na área política ou pretende ingressar um dia ou até mesmo para as pessoas comuns que gostam de se relacionar e querem ter uma boa imagem nos meios sociais e na mídia. E quem não quer, não é mesmo?

Bom, meninas e meninos, esperamos vocês. Temos muito pra falar. Sempre bom trocar experiências não é? Contamos com vocês. Olha só o nosso convite aí!

Convite Lilian Riskalla e Vanessa Palazzi

O evento acontecerá dia 26/11, das 9h30 às 12h30, na Sala de Convenções localizada na Rua Samuel Morse, 120 – Brooklin e as vagas são limitadas. O valor da inscrição é de R$ 170,00. Para maiores informações, ligue para 11 – 5092-3775 ou pelo e-mail: contato@lilianriskalla.com.br

A maior vingança…

É ser feliz! Depois do fim de um relacionamento não há como evitar a dor. Ela vem de todo jeito, não tem como fugir ou fingir que ela não esta lá. Ainda que a decepção já venha de muito tempo, quando colocamos um ponto final na relação, inevitável não sentir alguma dor.

Minha amiga, uma dessas queridas que me ouviu muito durante a minha separação, me disse que eu não poderia deixar de passar pela fase da dor. E é verdade. Não há como negar que ela não esta lá. E é preciso senti-la pra que ela possa, enfim, se despedir. Quem finge que esta tudo bem, come muito, fuma demais ou exagera em qualquer outra coisa que não lhe faça bem. Eu choro, coloco pra fora e até grito de dor, sinto mesmo, até é que tudo passe… E um dia, assim sem mais nem menos, tudo passa. Não é essa a regra do jogo? A de que o tempo cura todas as feridas?

Depois da dor, vem a fase da razão e, muitas vezes com ela, a raiva. Também faz parte sentir.  E porque não? A raiva é passageira e convivemos com ela em várias situações da nossa vida: na família, no trabalho, na escola… Sentimos raiva até da gente mesmo, não é? Mas como se trata de um sentimento passageiro, ela também vai embora.

A terceira fase – e a mais difícil de todas – é a do perdão. Ah, como e difícil perdoar! Fala sério? Eu sei que é “politicamente correto” perdoar. Tá bom, mas que não é fácil não é, concorda?

Mas quando você consegue, ah, e uma delicia, dá um alivio na alma. Chega um momento em que você não se importa mais com nada. Quando aprende a se importar com você mesmo, quando a dor não tem mais lugar na sua vida e a raiva já passou, é sinal que você conseguiu perdoar.

Quando estou assim, eu me sinto literalmente vingada!

Então, todos prontos pra se vingar? Sacode aí a poeira!

 

 

Color block: como ser moderna…

Sem perder a elegância! Quando me deparei pela primeira vez com a nova moda color block que estava chegando por aí, logo de cara, disse que não iria usar. Na minha primeira impressão, essa tendência de misturar as cores fortes não combinava muito comigo.

Nos anos 80 a gente usava essas roupas coloridas, uma peça de cada cor, com tênis quadriculado e lenços no pescoço. Você, mulher de quarenta, sabe bem do que eu estou falando.

Confesso que nas minhas últimas aquisições fui obrigada a me render ao color block. Comprei peças super coloridas. E olha que as cores dessa primavera-verão estão lindas. Tem um verde bandeira super bonito, o coral para calças e saias, o rosa forte, o roxo, o azul “bic” então… uma cor mais linda do que a outra e com uma infinidade de combinações.

Essa roupa que estou usando aí tem na loja das “As Turcas“, dá uma sapeada lá no blog delas, que tem sempre dicas muito legais de moda.

Aderi aos cintos fininhos também. Esses acessórios são o máximo para dar um toque na roupa. Comprei vários também, de todas as cores, pra poder compor o visual.

Os sapatos também entraram na onda do color block. Estão coloridos, lindos mesmo!

Olha só essa foto que legal.

Outra marca muito bacana de sapatos que eu descobri é a Louloux. São ousados e diferentes, mas tem a cara desse verão. Veja o site.

Louloux

Bom, meninas,vamos trocando figurinhas!

Família é o berço de tudo

Apresento-lhes a minha família!

Esse é a frase que escuto diariamente na Rádio Jovem Pan. O Frei Almir Guimarães faz comentários sobre fatos comuns que acontecem nas rotinas das famílias, como tomar um prato de sopa ao jantar, ler um livro para as crianças e desejar os votos de uma boa noite ao se deitar.

Minha filha Rafaela, de 7 anos, me disse que ouviu de alguém que a coisa mais importante na vida eram os amigos. Ela está naquela fase complicada de relacionamentos em que as meninas brigam diariamente por ciúmes e logo depois ficam “de bem”.

Eu tive que discordar da Rafaela, apesar de saber da grande importância que os amigos têm na vida da gente. Eu quero que as minhas filhas saibam o quanto a família é importante para a formação de uma pessoa.

Meu pai sempre fez questão de almoçar e jantar conosco. Ele trabalhava longe e enfrentava o trânsito diariamente para estar com a família nesse momento. Tudo acontecia durante essas refeições. Ele sempre contava as histórias da infância pobre que teve, das dificuldades que passou, de como venceu na vida e assim por diante. Era nessa hora que entregávamos o boletim da escola – e tomávamos bronca – falávamos dos amigos, dos programas do final de semana e assim por diante.

Ele sempre chegava em casa assoviando: contava piadas, nos falava dos problemas no trabalho, e dava um puxão de orelhas quando precisávamos.

Os anos se passaram e assim fomos crescendo e amadurecendo, mas com a certeza de que sempre e em qualquer lugar, ainda que distantes, estaríamos juntos. Essa é a melhor lição que eu tenho na vida.

O Amaury Júnior, numa das vezes que entrevistou a Ivete Sangalo, lhe perguntou se ela fazia terapia. Num tom de gozação, ela respondeu: – Amaury, terapia pra quê? Eu tenho família!

Quer saber, eu também. Família, como diz o meu amigo todas as manhãs, é o berço de tudo. Espero que a Rafaela aprenda a lição.

Não se sintam desprestigiados, porque amo todos vocês, meus queridos amigos!

Felicidade é uma decisão

Oficialmente cheguei aos “enta”. Minha avó, de 96 anos, me disse que a vida começa aos quarenta. Meu irmão, de 43, mandou que eu aproveitasse porque acabava aos 45! Belo incentivo….quer dizer que tenho só cinco anos? rsrsrsrsrs

Não há tempo nem idade para ser feliz, que o diga a minha avó. Não há fórmulas também. Tem quem passe a vida inteira correndo atrás de alguma coisa que julga necessária para ser feliz….e o duro é que muitas vezes não a encontra.

Uma amiga, que teve uma infância difícil e pobre, com pais problemáticos – a mãe era alcoólatra e o pai um perdulário – me disse uma vez que aprendeu a tirar a felicidade de uma simples pedra. É verdade: ela era feliz e prosperou na vida.

É claro que ninguém vive sem ter problemas ou sem passar por momentos difíceis. Outro dia tomei uma grande lição: a Socorro, uma faxineira do meu trabalho me contou um pouquinho da vida dela. Ela ficou viúva muito cedo e tinha duas filhas pequenas.

Disse-me que toda a renda que teve durante todos esses anos – ela tem 43 – foi para criar as filhas e proporcionar dignidade para as meninas. Ela já é avó com essa idade. Trabalha e depois de pagar todas as suas contas lhe sobram míseros R$ 90,00 para ter o que comer (ela ganha um salário mínimo). Socorro não se lamentou em nenhum momento e ao me contar a história da vida dela, sorria o tempo todo. Ela aprendeu a ser feliz assim.

Felicidade, acima de tudo, é uma decisão, é uma escolha. E vamos combinar que não é tão difícil assim. Basta querer, parar de se lamentar e não depender de nada para aceitar a felicidade. Eu acho que é assim que ela vem. Acredito nisso.

E aquele velho ditado funciona pra mim: “se a vida te der um limão, faça uma limonada”.

Bom, deixa eu correr e tratar de ser feliz…contrariando tudo o que eu disse anteriormente e…se meu irmão estiver certo, tenho cinco anos pela frente!!!

Mãe faz cada coisa…

Essa é a minha pequena!

Minhas amigas e colaboradoras aqui do Mulheres de Quarenta sempre me mandam textos interessantes e que me inspiram a escrever. Nós, que somos mães, sempre ficamos na dúvida de como devemos agir numa determinada situação. Por impulso, às vezes erramos. O fato é que nem sempre sabemos como devemos agir.

Minhas duas filhas, de 7 e 5 anos, têm personalidades muito diferentes uma da outra. Nem sempre o que funciona com uma, dá certo com a outra. A grande verdade é que não existe uma receita única para educar os filhos.

Às vezes a gente escorrega mesmo, foge de todas as orientações dos livros, escapa de toda a psicologia e continua errando…sempre na tentativa de acertar.

Mas quer saber, erros de mães são totalmente perdoáveis, acho que é até por isso que não me sinto tão culpada. Agradeço os erros da minha mãe porque sei de todo o amor que ela tem por mim. E hoje, olhando para trás, vejo o quanto minha mãe acertou mesmo quando eu achava que ela estava errada.

Meninas e meninos (eles também nos visitam aqui no Mulheres de Quarenta), espero que gostem do texto da Hilda Lucas que compartilho aqui com vocês.

Estão todas absolvidas! rsrsrsrsrs

“Mãe faz cada coisa…  
Mãe é aquele ser estranho, louco, capaz de heroísmos, dramas e breguices com a mesma fúria; paga mico, escreve carta para Papai Noel, se faz passar por fadinha do dente, coelho da páscoa, cuca, pede autógrafo para artistas deploráveis assiste a programas, peças, shows horríveis, revê milhares de vezes os mesmos desenhos animados, conta as mesmas histórias centenas de vezes, vai pra Disney e A D O R A!

Mãe faz escândalo, tira satisfação com professor, berra em público, dá vexame, deixa a gente sem graça, compra briga; é espaçosa, barulhenta, tendenciosa, leoa, tiete, dona da gente. Mãe desperta extremos,ganas, irrita, enlouquece, mas… É mãe.

Mãe faz promessa, prestação, hora extra, pra que a gente tenha o que é preciso e o que sonha.

Mãe surta, passa dos limites, às vezes até bate, diz coisas duras; mãe pede desculpas, mortificada…

Mãe é um bicho doido, louco pela cria. Mãe é Visceral!
Mãe chora em apresentação de balé, em competição de natação, quando a filha menstrua pela primeira vez, quando dá o primeiro beijo, quando vê a filha apaixonada no casamento, no parto… Xinga todo e cada desgraçado que faz a filha sofrer, enlouquece esperando ela chegar da balada, arranca os cabelos diante da morte…

Mãe é uma espécie esquisita que se alterna entre fada e bruxa com uma naturalidade espantosa. É competente no item culpa e insuperável no item ternura, mas pode ser virulenta, tem um lado B às vezes C, D, E…

Mãe é melosa, excessiva, obsessiva, repulsiva, comovente, histérica, mas não se é feliz sem uma.

Mãe é contrato: irrevogável, vitalício intransferível!
Mãe lê pensamento, tem premonição, sonhos estranhos. Conhece cara de  choro, de gripe, de medo; entra sem bater, liga de madrugada, pede favor chato, palpita e implica com amigos, namorados, escolhas.

Mãe dá a roupa do corpo, tempo, dinheiro, conselho, cuidado, proteção. Mãe dá um jeito, dá nó,dá bronca, dá força.

Mãe cura cólica, porre, tristeza, pânico noturno, medos. Espanta monstros, pesadelos, bactérias mosquitos, perigos. Mãe tem intuição e é messiânica: Mãe salva. Mãe guarda tesouros, conta histórias e tece lembranças. Mãe é arquivo!
Mãe exagera, exaure, extrapola. Mãe transborda, inunda, transcende.   Ama, desmama, desarma, denota, manda, desmanda, desanda, demanda. Rumina o passado, remói dores, dá o troco, adora uma cobrança e um perdão lacrimoso.
Mãe abriga, afaga, alisa, lambe, conhece as batidas do nosso coração, o toque dos nossos dedos, as cores do nosso olhar e ouve música quando a gente ri.

Mãe tem coração de mãe!
Mãe é pedra no caminho, é rumo; é pedra no sapato, é rocha; é drama mexicano, tragédia grega e comédia italiana; é o maior dos clássicos; é colo, cadeira de balanço e divã de terapeuta…

Mãe é madona-mia! É deus-me-acuda; é graças-a-deus; é mãezinha-do-céu, é mãe é minha-e-eu-mato-quando-quiser; é a que padece no paraíso enquanto nos inferniza…  

Mãe é absurda e inexoravelmente para sempre e é uma só: não há Mistério maior! Só cabe uma mãe na vida de um filho (a)… e olhe lá! Às vezes, nem cabe inteira. Mãe é imensurável!

Mãe é saudade instalada desde o instante em que descobrimos a morte.
Mãe é eterna, não morre jamais. Bicho estranho, entranha, milagre, façanha, matriz, alma, carne viva, laço de sangue, flor da pele.  Mãe é mãe, e faz cada coisa…”  

O tempo passa rápido demais...essa é a minha mais velha!

Aparecida! Ai, minha Nossa Senhora!

Toda mulher sabe que um dos nossos maiores desafios é arrumar uma empregada que dê certo. Confesso que ate hoje ainda estou tentando! Aparecida foi uma das aproximadamente 54 que já passaram em casa ao longo de nove anos.

Aparecida era obesa, tinha diabetes e depressão. Comia e chorava o tempo todo. Ela adorava cozinhar: fazia seis pratos diferentes a cada refeição.  Os salgados eram salgados pra valer. Os doces, de tão doces, agarravam na garganta e era duro de descer.

Ela não era muito chegada à limpeza. Comecei a pegar no pé da Aparecida. Ela parou um pouco de cozinhar e resolveu limpar a casa como nunca tinha feito antes. Num desses dias de faxina pesada, estava eu no banho quando, de repente, escuto um barulho estrondoso. Peguei minha toalha e sai correndo para ver o que havia acontecido.

– Aparecida! Ai, minha Nossa Senhora!

Quando cheguei à cozinha, lá estava a Aparecida: dentro da pia! Eu chamei o zelador para me ajudar a tirar a Aparecida de lá. Ela havia subido na bancada para limpar as janelas que ficam em cima da pia, escorregou e, de uma hora pra outra, caiu lá pra dentro. Imagine a cena!

Enfim, tive o maior prejuízo: a pia afundou e nunca mais voltou ao normal. A Aparecida entrou em depressão profunda, o diabetes descontrolou. Ela machucou o pé e se lamentava sem parar. Entaõ eu percebi que não dava mais pra continuar com a Aparecida lá em casa. Ela se foi!

Agora quem se vai é a Noemi, minha atual empregada. Ela e boa, não quebra nada, gosta das meninas, mas o prazo de validade chegou ao fim. Ela vai voltar para Minas, na casa dos pais.

Agora só me resta pedir à Santa Padroeira do Brasil que me ajude novamente nessa árdua tarefa!  Que Nossa Senhora abençoe a todas as donas de casa, mães e patroas que tanto precisam desses artigos raros e em extinção! Rsrsrsrsrs

 

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