Vida leva eu

Fernanda é uma mulher de quarenta e poucos anos. Ela já passou por algumas etapas da vida. Casou, teve dois filhos e depois de dez anos se divorciou. Os filhos crescem sem problemas. 

Ela demorou um pouco até se acostumar com a nova vida. Precisou se adaptar a nova realidade de administrar a vida como uma mulher “solteira” e com filhos.

Nao foi fácil no início. Ela deu algumas cabeçadas por aí. Achou que o primeiro homem que encontrasse iria substituir tudo o que ela havia perdido. Ledo engano! 

Logo depois da separação, conheceu um homem que lhe prometeu mundos e fundos. No dia seguinte, ele desapareceu. E assim, aconteceu sucessivamente. Uma decepção atrás da outra.

Apesar de não perder as esperanças, Fernanda resolveu viver a vida da melhor maneira possível. Claro que ela quer encontrar alguém especial, mas enquanto isso não acontece – sim, ela ainda está solteira – entrou no novo “esquema” dos relacionamentos, mesmo sem querer.

Passou a se divertir sem pensar no dia seguinte. Fez novas amizades, encontrou velhos amigos, saiu para dançar e literalmente, comecou a dançar conforme a música.

Com isso, parou de criar expectativas e passou a viver um dia de cada vez. Assim mesmo, como tem que ser.

Fernanda esta só. Nunca desacompanhada. Vive cercada de gente feliz que a quer muito bem. Aprendeu que nem sempre a vida segue o rumo que gostaríamos que seguisse. Há pedras no caminho. As estradas nem sempre nos levam aonde queremos chegar. 

Ela aceitou essa nova condição e continua sempre em frente. A razão tem lhe falado mais alto. Com isso, ela aprendeu a viver melhor e mais feliz.

A vida só chega ao fim no dia em que morremos. Enquanto isso, muitas coisas vão acontecer. Basta remar conforme a maré. 

Ah, vida, leva eu? Zeca sabe das coisas!

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