Ter razão ou ser feliz?

Minha mãe sempre me disse que política e religião não se discutem. Concordo em parte. Eu sempre defendi os meus pontos de vista.

Desde pequena aprendi a resolver os meus problemas sozinha. Nem sempre as coisas davam certo.

Estudei num colégio de padres. Quando alguma coisa acontecia comigo, eu falava com o reitor. Seu nome era Padre Peters. Era um padre amoroso, querido por todos. Ele gostava de me escutar. Eu falava e resolvia o meu problema. Ainda que eu não estive certa ou não tivesse razão, ele me deixava ser feliz.

Sempre gostei de dar as minhas opiniões. Discutir sobre determinados assuntos, escutar o que os outros pensam a respeito de alguma coisa me ajuda a pensar e me faz chegar as minhas próprias conclusões.

Claro que em certos momentos é preciso poupar os comentários, especialmente quando lidamos com pessoas difíceis, donas da verdade e que não admitem quando estão erradas.

Muitas vezes entrar em discussões que não levam a nada é pura perda de tempo, principalmente quando lidamos com pessoas que têm opiniões totalmente diferentes das nossas. Quando estou nessa situação, ainda que a pessoa esteja totalmente errada, eu concordo com ela.

Eu tive um chefe que era assim. Ele queria ser autor das minhas ideias, adorava dar ordens para se sentir importante. Ele sempre tinha que ter razão. No começo foi difícil lidar com tudo isso. Tivemos algumas discussões no trabalho e isso me incomodava bastante.

Até que um dia eu aprendi a lidar com ele. Deixava-o fazer tudo da forma que queria. Parei de discutir e deixava que ele acreditasse que tinha razão, ainda que estivesse  totalmente errado. Ele era o chefe, certo? Se algo desse errado, certamente a culpa não seria minha, pois estava acatando as ordens dele.  Ele se sentia importante e eu ficava feliz.

Quando você não quer entrar numa discussão e sabe que será impossível convencer a pessoa do que é certo, é simples:  basta concordar com o que  ela diz. Ainda que no fundo você saiba que está cheia de razão!

Eu, sinceramente, tenho optado por ser feliz. E você?

7 Comentários

  1. Valéria não é difícil para mim te responder , eu não consigo ficar engolindo sapos indefinidamente , não me sentiria feliz dessa forma. Talvez pela necessidade do emprego se fôsse o caso suportasse durante um tempo mas não durante todo o tempo. E assim sou com tudo na vida não acho que eu consiga ser feliz, me anulando, ou, fingindo de conta que determinadas coisas não me afetam. eu certamente tentaria arrumar, mudar o rumo, tentar consertar convencer
    mas depois se nada desse resultado, como se diz pegaria meu chapéu , tchau e benção. Iria em busca da tal felicidade.

  2. A pouco mais de 2 meses descobri este site. Embora não tenha 40 anos, me identifiquei de cara com os assuntos abordados por ele. Neste caso em ter razão e ser feliz, já havia ouvido do marido de uma grande amiga essa frase e pensei: Se para ser feliz preciso ser eu. Como deixar de defender minhas razões? – Bem, passou o tempo e eu mudei de trabalho, hoje sou empresária e o meu sózio é um desses que vc acabou de descrever aí como seu chefe. E mudando bem o cenário da minha vida eu digo:Prefiro ser feliz a ter que discutir pela razão.
    Parabéns pelo site.
    Arlete

  3. Eu sempre me incomodei mais com pessoas que se importam com os donos da verdade, do que com esses próprios. Afinal, quem não aceita a opinião dos outros geralmente não tem consciência disso. Já quem insiste em discutir com esse tipo de pessoa, sabe que ela não vai mudar de opinião e continua discutindo. Why? Essas sim me irritam!

  4. Bom, eu que tenho mais que 50 anos, demorei para aprender o truque, rsrsrsr…..O importante, creio eu, é encontrar o ponto de equilíbrio: se a pessoa te é importante, é importante saber ouvir, saber mudar, saber se impôr… se não, aprendi que pérolas aos porcos, serão deglutidas e defecadas, rsrsrsr…..mas serão sempre pérolas.

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