Enxaqueca e empoderamento feminino: relação que ajuda no tratamento!

A pandemia do coronavírus trouxe à tona uma série de outras doenças e problemas que passaram a precisar de uma atenção especial, e um deles é a enxaqueca. Um grande número de mulheres, que tiveram que conciliar o trabalho home office com o autocuidado e as tarefas do lar, apresentaram a doença de forma mais aguçada.

É o que aconteceu com a Karla Spósito, advogada e mãe de dois filhos: “tive receio de ir trabalhar, de me expor e correr o risco de ser contaminada e contaminar quem vive comigo, mas além do isolamento social por conta da pandemia, também tenho que me isolar quando tenho as crises. É uma pressão, tanto física, por conta das dores, somada à pressão social/psicológica que estamos vivendo, o que torna as crises ainda mais insuportáveis. Foi então que retomei meu tratamento e já comecei a notar que os episódios têm sido menos intensos, agora espero chegar ao final do tratamento livre das dores de cabeça que me acompanham há tantos anos”, conta.

A enxaqueca geralmente impacta pessoas em idade produtiva, entre 35 e 45 anos, atingindo no Brasil cerca de 30 milhões de pessoas, sendo três mulheres para cada homem. E diferentemente da dor de cabeça comum, ela vem acompanhada de diferentes outros sintomas, como enjoo e sensibilidade à luz.

Tendo em vista que o estresse é um dos principais gatilhos de crise de enxaqueca, não é de se espantar que o distanciamento social e mudanças bruscas dos hábitos de trabalho e em casa, possam gerar aumento de dores.

Empoderamento feminino e enxaqueca

No Brasil, o IBGE mostra que, enquanto as mulheres trabalham, em média, 54,4 horas semanais entre cuidados com outras pessoas, afazeres domésticos e jornada fora de casa, os homens trabalham 51,4 horas por semana. Entretanto, as mulheres seguem, em sua maioria ganhando menos do que o sexo masculino, gerando uma situação de grande estresse.

E no caso das mulheres com enxaqueca, a tensão também acontece, por exemplo, pelo medo de perder um dia de trabalho devido à crise ou ser menos produtiva, o chamado “presenteísmo”. Isso gera medo de ter a carreira abalada.

Para controlar essa situação, a saída é procurar um médico especializado, o neurologista.

A Eliana Melhado, neurologista e especialista em Cefaleia, Membro da International Headache Society, Coordenadora do Comitê de Cefaleia na Mulher da Sociedade Brasileira de Cefaleia e professora universitária, alerta que a enxaqueca pode ser incapacitante se não tratada corretamente. “Dores frequentes, mais de três ou quatro episódios por mês, são um sinal de que algo está errado, inclusive porque a frequência aumenta, se tornando crônica. Por isso, é sempre importante consultar um médico.”.

Rede de apoio

Ter o conhecimento correto sobre a doença, que também é chamada de migrânia, e empoderar-se é essencial para poder lidar com ela. E hoje, com a internet, os meios de acesso à informação são inúmeros, como podcasts e blogs.

 

No caso da enxaqueca em mulheres, o “Xô, enxaqueca” é um deles. Comandado por Daniela Miguel, o podcast aborda diversos assuntos e conta com a ajuda de profissionais que desmistificam a doença.

 

E também há podcasts com o intuito de empoderar mulheres para que elas sejam protagonistas das suas próprias histórias, como: Mamilos, Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes, Pretas na Rede, Imagina Juntas, Olhares Podcast, Projeto Piloto, Chá com Rapadura e Coffea.

 

É importante ressaltar que fazer da enxaqueca algo corriqueiro não é a saída, a Dra. Eliana reitera que é possível tratar a doença de maneira eficaz. “Nenhum paciente com enxaqueca precisa viver com crises frequentes e incapacitantes, pois, hoje em dia, já temos no Brasil medicamentos para o tratamento não só dos sintomas, mas da doença em si, que melhoram muito a qualidade de vida da pessoa”, diz a médica.

 

E para isso, ter o acompanhamento de um profissional e seguir o tratamento prescrito é vital. “Além do medicamento, os pacientes devem manter os horários de sono regulares e preservar hábitos saudáveis, como a alimentação, por exemplo, para diminuir a frequência de crises. Estes podem ser fatores desencadeantes (não causais, pois a causa é genética) que devem ser evitados na medida do possível, uma vez que o tratamento preventivo adequado leva a uma redução do impacto de gatilhos no indivíduo. A mulher tem como gatilho a menstruação em 50-60% das vezes, e essa forma de enxaqueca também tem tratamento. A mulher merece estar em sua plena forma para exercer seus papeis. Sempre é importante lembrar que atividade física reduz a frequência e intensidade das crises de enxaqueca”, completa.

 

Sobre a Novartis

A Novartis está reinventando a medicina para melhorar e prolongar a vida das pessoas. Como líder global em medicamentos, utilizamos inovações científicas e tecnologias digitais para criar tratamentos transformadores em áreas de grande necessidade médica. Com foco na descoberta de novos medicamentos, estamos entre as principais empresas do mundo que investem consistentemente em pesquisa e desenvolvimento. Os produtos da Novartis alcançam mais de 750 milhões de pessoas em todo o mundo e estamos encontrando maneiras inovadoras de expandir o acesso aos nossos tratamentos mais recentes. Cerca de 105 mil pessoas de mais de 140 nacionalidades trabalham na Novartis em todo o mundo. Saiba mais em: www.novartis.com.

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